Demorei centenas de tentativas frustradas até chegar a essa conclusão.
O sexo tem exigido tanto de nossa atenção, que estamos – todos – quase sempre a prestar declarações e fornecer estatísticas de nossas preferências para exercitar o coito.
Atualmente, parece ser significativo entender quais práticas um indivíduo é capaz de fazer para obter um orgasmo.
Nunca achei necessário ter em mãos essa releitura tão profunda da minha própria sexualidade. Sempre tive curiosidades e desejos, mas, incrivelmente, paciência também. Neste patamar, eu figurava alguém que não sabia tudo o que era capaz de fazer por um pouco de gozo, mas já sabia que o seu ambiente de possibilidades não se limitava pelo gênero.
Com o tempo fui obrigada a buscar as tais respostas e definições que o mundo tanto precisa para diferenciar as pessoas. Foram tantas as decepções que tive e proporcionei, que nunca passei de um objeto nulo na interação com o sexo oposto.
Por fim, me cansei de viver constantemente sob um processo de auto-humilhação.
Alcançada maior consciência sobre meu corpo, passei a vivenciar os temas de cunho sexual longe dos holofotes da sociedade. Tornaram-se íntimos, sem a obrigatoriedade de respostas concretas e pertinentes somente a mim. Um dia aceitei a verdade.
Sim, sou gay.
E, ao contrário do que se pode imaginar, não foi um grande amor que me levou a redenção dos meus preconceitos. Ser homossexual não é uma história de romance, é uma crônica sobre um encontro particular e inevitável.
Depois disso, o mundo permaneceu intacto na plenitude de sua rotina de movimentos rotação-translação, enquanto eu, no meu universo particular, mais do que mudar, pude finalmente, existir.
Dia 28 de junho é o Dia Mundial do Orgulho LGBT. A data traz à tona as dificuldades ainda existentes em nossa sociedade, mas também é reflexo de algumas conquistas e do quanto ainda precisamos entender sobre o tema.
Afinal, a luta por um mundo sem discriminações deveria ser bandeira de todos.
1. Orações para Bobby

Dirigido por Russell Mulcahy, este filme norte-americano é protagonizado por nada mais nada menos que Sigourney Weaver, que interpreta Mary, uma mulher extremamente devota à fé cristã que, quando descobre que seu filho Bobby (Ryan Kelley) é homossexual, passa a submetê-lo a terapias e ritos religiosos com o intuito de “curá-lo”. Bobby sofre intensamente com a pressão de sua família e com o sentimento de não pertencimento social, o que leva a encontrar uma forma drástica de libertar-se dessa tortura. O ato de Bobby faz com que Mary inicie uma caçada por respostas que lhe ajudem a entender a condição do filho.
2. Imagine eu e você

O filme inicia-se com a cerimônia de casamento de Heck (Matthew Goode) e Rachel ( Piper erabo). Durante a festa Luce (Lena Headey), a florista do evento, se apresenta a Rachel e desse encontro começa uma amizade. Posteriormente Rachel visita a floricultura de Luce e a convida para jantar com o casal, onde tem a intenção de apresentá-la a Cooper (Darren Boyd), mas durante a noite Luce revela-se gay para Heck. Aos poucos, as duas passam cada vez mais tempo juntas e Rachel começa a se questionar sobre seus verdadeiros sentimentos.
3. Boys don’t cry

Teena Brandon é a protagonista da vida real que inspirou a história desse filme. Boys Don’t Cry relata sua vida como Brandon Teena: um jovem garoto do sexo feminino, mas que identifica-se com o gênero masculino. A história contempla sua trajetória como homem transexual, a ignorância da sociedade sobre a questão e sua tentativa de
viver uma vida dupla. Brandon surge em Falls City como um forasteiro que com o tempo encanta as mulheres da região e torna-se um grande amigo da comunidade. O único problema é que Brandon não é o que todos imaginam.
4. Hoje eu quero voltar sozinho

Leonardo (Guilherme Lobo) é um adolescente cego, que tenta mudar o cenário de extrema proteção que seus pais lhe colocam. Sua busca por mais liberdade ganha impulso quando conhece Gabriel (Fabio Audi), um menino novo na cidade que começa a estudar em sua classe. A aproximação dos dois é cada vez mais intensa e Léo começa a viver novos sentimentos e a descobrir sobre sua sexualidade.
5. Tomboy

Laure (Zoé Héran) se muda com os pais e a irmã caçula para uma nova cidade. Como se mudou há pouco tempo, ainda não conhece os vizinhos e um dia quando resolve ir à rua conhece Lisa (Jeanne Disson), que a confunde com um menino. Laure é uma menina de 10 anos, que usa cabelo curto e gosta de vestir roupas masculinas, aceita a
confusão e se apresenta como Mickaël. Sua família não sabe de sua falsa identidade e, desde então, ela começa a viver uma vida dupla.
6. Clube de compras allas

Ron Woodroof é um homem heterossexual de Dallas que foi diagnosticado com AIDS durante uma das épocas mais obscuras da doença. Embora os médicos tenham lhe dado apenas 30 dias de vida, Woodroof se recusou a aceitar o prognóstico e criou uma operação de tráfico de remédios alternativos, na época, ilegais. Em uma de suas viagens ao México, Ron descobre que o AZT é altamente tóxico e que existe um tratamento alternativo com efeitos colaterais menores e maior expectativa de vida, e vê nisto a possibilidade de um negócio lucrativo: transportar a medicação não autorizada pela FDA para os Estados Unidos. Assim ele cria o Clube de compra Dallas, onde através de uma taxa de associação de $400,00 dólares mensais o paciente pode ter acesso à medicação que desejar. Apesar dos remédios serem vez ou outra confiscados, o tratamento alternativo mostra sinais positivos e Ron consegue postergar seus dias de vida muito além dos 30 dias que lhe foram prometidos no diagnóstico.
7. O Jogo da imitação

A obra é a biografia de Alan Turing (Benedict Cumberbatch), matemático inglês com capacidade inestimável para solucionar problemas de lógica. Unindo suas habilidades matemáticas à ciência da computação fez descobertas que contribuíram com as estratégias usadas pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, levando à vitória dos Aliados. No entanto, nem mesmo a grandiosidade de seus préstimos durante a guerra pôde pagar sua maior dívida com a sociedade inglesa: a homossexualidade.
8. Má Educação

Enrique Goded (Fele Martínez) e Ignacio Rodriguez (Gael García Bernal) foram amigos íntimos durante a época da escola. Separados na adolescência, só conseguiram se reaproximar anos depois. Enrique, agora, é cineasta, que passa por um momento de dificuldade para criar um novo projeto, enquanto Ignacio é ator e parece ter uma
proposta para o problema de Enrique: um roteiro intitulado “A visita”. A história de Ignacio baseia-se na experiência de vida deles, marcada pela violação de um padre e pela separação. Enrique decide usar a história como base do seu próximo filme e, por causa de um isqueiro, vai até a casa de Ignacio e constata uma verdade surpreendente.
9. Azul é a cor mais quente

Este filme, que tanto chamou atenção na época de sua estréia, conta a história de Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma adolescente que se apaixona por Emma (Léa Seydoux) e pelo charme de seus cabelos azuis. A relação delas ultrapassa sentimentos de amizade e se consolida numa ardente paixão. orém, o passar do tempo faz Adèle questionar novamente seus sentimentos e desejos, o que afeta fortemente o relacionamento delas.
10. Minhas mães e meu pai

Jules (Julianne Moore) e Nic (Annette Bening) formam um moderno casal e juntas criam dois filhos, Joni (Mia Wasikowaska) e Laser (Josh Hutcherson), concebidos por meio da inseminação artificial de um doador desconhecido. O cotidiano da família muda quando Joni e Laser decidem conhecer o pai, aul, interpretado por Mark Ruffalo. aul é um adorável homem, dono de um restaurante, que passa a ter mais do que uma amizade com os filhos biológicos e este é exatamente o ponto que leva ao desequilíbrio da aparente estrutura sólida da família.