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Quem é a Renata Iansen?
30 anos, sagitariana, nascida e criada em Vinhedo.
Me formei em publicidade e propaganda pela PUC-Campinas, trabalhei por um tempo com eventos e depois na área de criação e mkt. Cursei quase dois anos Direito, quando tive a idéia de abrir a Deskolado presentes Personalziados em 2014. A empresa era um sonho antigo… de poder fazer camisetas e produtos diferenciados, que não fossem iguais aos das lojas.
Você é solteira ou está solteira?
No momento, estou namorando.
Mas, já tive meus momentos SOLTEIRAR haha
Como nasceu o trabalho com Brindes?
Surgiu da necessidade de fazer algo que não fosse comum… eu, como publicitária, sempre gostei de coisas inovadoras… Então criei a Deskolado em parceria com a minha irmã em meados de 2014. E os pedidos foram tão grandes, que acabei abandonando a faculdade que estava fazendo de Direito para me dedicar ao negócio.
E até hoje trabalho com presentes e brindes personalizados.
No leque de produtos estão, camisetas, almofadas, chaveiros, canecas de cerâmica e de chopp, kit vinho e caipirinha, pijamas, caixa de jóias, porta chaves, tags de mala,chinelos, squeezes, calças, body infantil, babador, mesa de café da manhã, mochilas,canetas,imãs, agendas, calendários, lembranças de aniversário, porta-retratos, entre os outros mais de 700 produtos.
Quais as vantagens de trabalhar nesse ramo?
Acredito que a maior vantagem é ser home office. De poder fazer os meus proprios horários, folgar nos dias que preciso. Posso me dar o luxo de acordar 8:30 todos os dias, mas, em contra partida, às vezes trabalho até 1 ou 2 da manhã, ou no mínimo 8 da noite.
Quem são seus clientes ?
Meus clientes vão desde empresários de pequenas e médias empresas, a pessoas comuns que procuram um presente diferente do encontrado em lojas normais para dar a alguém querido. A maioria dos clientes são jovens e independentes, que adoram coisas deskoladas.
As empresas gostam muito de mochilas, chaveiros, calendários, imãs, caixas de acrílico, canetas e agendas personalizadas.
E entre os produtos mais procurados entre os jovens está a caneca mágica que só aparece a estampa quando o líquido de dentro está quente. E também as que super estão na moda agora que são as canecas party, que são de vidro e possuem canudo.
Os clientes a partir de 30 anos já mais resolvidos, gostam de almofadas, canecas de vidro e camisetas para presentear.
Você se considera um mulher independente?
Sim. Consegui minha independência financeira através dos brindes e presentes personalizados. E é um ramo muito bacana de se trabalhar que me deixa feliz e satisfeita pois faço todo dia algo DIFERENTE. E como sou bastante perfeccionista, sempre entrego os produtos muito bem feitos e com isso sempre aumentam meus clientes.
E outro fato muito importante é que acabo me expressando através das minhas artes, e me sinto feliz em poder ajudar os outros também a se expressarem através do uso de uma camiseta com o estilo da pessoa, a decorar a casa com almofadas e canecas com o texto e foto que mais lhe agradam. Porque há uma dificuldade muito grande em achar algo PRONTO que REALMENTE lhe represente.
O importante é não seguir padrões, sempre inovar e ser você mesmo.
https://www.facebook.com/deskoladopersonalizados/
Rua Santa Cruz, 94 – Vinhedo – SP
O ser humano imagina a conquista da liberdade como uma das coisas mais importantes de sua vida. E é. Mas será que sabemos exatamente o que é esta liberdade pela qual tanto almejamos? Não extrapolamos em idealizações e caímos em utopias?
As restrições são tantas e o cotidiano nos remete à realidade: problemas econômicos são os mais prementes, mas situações emocionais, dificuldades físicas, comportamentos culturais, compromissos profissionais e familiares nos tolhem bastante e, mulheres e homens ficam reféns de limitações várias.
E como jovens imaturos colocamo-nos em amarras ou infelicidades que nos confinam a situações que parecem irreversíveis, escravos das circunstâncias.
Conviver com dificuldades, pois elas nos cercam, e aprender a superar, a extrair delas o melhor, nos fazem mais fortes, racionais, determinadas e, assim, mais livres. São vários exemplos, mas Mandela é bem conhecido. Preso por dezenas de anos, aprendeu a ser livre e a construir a sua e a liberdade de um povo todo. A possível liberdade, muito mais direitos do que os anteriores. Nada absoluto. Sua condição e problemas só serviram como solução. Confinado sim em uma cela, mas pleno em seu eu e produtividade intelectual, não se deixou abater.
Poderíamos citar outras personalidades, mas lembremos de pessoas à nossa volta como mães, avós, tias, vizinhas, amigas. Mesmo com pesados fardos são inquebrantáveis em seus espíritos, aparentemente frágeis, mas que superam e ganham batalhas. A verdadeira liberdade transpassa dificuldades, transforma-se em valentia mesmo entre sorrisos e aparentes derrotas. Dribla ou aguenta subjugações e é uma das artes e armas do mundo feminino. Paciência que não subserviência faz parte do pacote para termos mais liberdade.
Ela é relativa e a cada conquista requer mais luta. Você foca e rala para o vestibular que representa naquele momento tudo o que se precisa. Aprovada, você descobre que sobram mais exigências e tarefas e pensa que terminar vai resolver tudo. Então, você começa a trabalhar e, para ser vencedora, muito, mas muito mais sacrifícios. Vira escrava para ser livre…
A liberdade está dentro de nós e diretamente ligada à nossa autoestima. Não se abata, não desista, resista e vença toda hora, todo dia, para sempre.
Difícil, difícil, mas possível.
O sucesso de Elza, do desenho Frozen, e também de Mérida, do desenho Valente, traz princesas com um perfil muito diferenciado das anteriores: passivas, cândidas, abusadas e salvas por alguém… Mesmo na Princesa Sapo, a protagonista foge dos padrões de produções antigas baseadas em contos de fadas de longa data: é lutadora, salva o mimado príncipe, impõe-se.
As meninas estão diferentes, pois são criadas por mães independentes e muito mais decididas e realistas.
A vida exige esta postura ou seria a aniquilação pessoal. A segurança no casamento pode, por várias razões, desmanchar-se e, muitas vezes, por iniciativa feminina.
A sociedade e os homens estão diferentes, não há estabilidade em nada: trabalho, leis, segurança, amizades… E o que resta é você mesma e a necessidade de manter- se da melhor forma possível. Arcar com a criação de filhos e a manutenção da casa, atualizar-se ou até formar se profissionalmente, estar bem física e emocionalmente e de novo não há outra opção.
Admiramos vencedores e otimistas, pessoas lutadoras e capazes que fazem o objetivo de uma época.
Fácil? Não. Mas melhor do que entregar-se a depressões, situações de subserviência ou até a crueldades de pessoas abusivas.
Andar com as próprias pernas e ser dona de seu destino é a situação de milhões de mulheres pelo mundo afora.
Excetuando-se países onde, infelizmente, mulher é nada, a luta feminina por seus direitos e vontade é grande e difícil. E podemos dizer, ainda bem! Pior seria esperar o “príncipe encantado” que obscureceria seu horizonte transformando-a em um robô, um ser em inércia.
A princesa que mora em nós está mais valente, quer seus próprios caminhos, suas escolhas e ser, de fato, rainha de sua vida.
Quando a presença de alguém dispara a revoada gelada de borboletas em seu estômago, já profetizavam alguns sábios gregos há milênios: você foi amaldiçoada!
Especialmente para pessoas como eu, uma das maiores catástrofes nesta vida é ser alvo da tirania de uma paixão romântica.
Explico: egoístas libertárias e libertinas logo se sentem aprisionadas e mortas em vida ao cair nas armadilhas limitantes da paixão, já que a verdadeira paixão é exageradamente aniquiladora de sua independência e de suas múltiplas potências vitais. E nem só o amor romântico alimenta o espírito humano…
Muitos até anunciam que em seus relacionamentos há espaço para a liberdade. Para mim, essas pessoas não têm nem uma coisa, nem outra. Vivem pela metade. E talvez por isso precisem da “cara metade”.
Todos os amantes apaixonados em certa medida sufocam o “objeto” da paixão. Ou, então, não se trata de paixão, mas de companheirismo, variações distintas de amor, respeito ou qualquer outra coisa.
Ora, se você não tem a mínima aptidão para a escravidão voluntária e nada em sua natureza subversiva pode fazê-la suportar o cárcere de uma paixão, é simples: não se apaixone. Afinal, separar-se do ser amado será inevitável e doloroso.
Em alguns casos, doloroso a ponto de suprimir seu vigor para descobrir o novo, neutralizar seu ânimo para estar com os amigos, dizimar sua força e capacidade produtiva, assassinar seu prazer pelo sexo casual e até mesmo refrear sua evolução como ser humano por meses.
Para desajustadas como eu, uma paixão resume-se a poucas semanas de deliciosa embriaguez interrompidas pelo pânico com a consciência da masmorra emocional e seguidas de meses amargos de abstinência e recuperação… Enfim, pura perda de tempo!
E tanto pior se alguém apaixonar-se por você. Como o vírus da paixonite aguda normalmente precisa de um tempo de incubação, é bem provável que a vítima possa ser seu(ua) amigo(a). Péssima notícia: é enorme a chance de que essa amizade seja destruída irreparavelmente.
E, como não controlamos a neuroquímica que governa nossos impulsos, a maldição até poderá ocorrer acidentalmente. Talvez quando um ser sedutor a fizer rir como ninguém. Ou quando tiver a misteriosa capacidade de desvendar sua intimidade. Sabe-se lá… Neste caso, apenas renda-se por um instante! Para tudo há uma primeira vez.
Sabemos que a submissão ao amante não resistirá muito à sua voraz índole libertária, mas degustar as drogas mais mortais também é um exercício de liberdade, desde que o uso prolongado não a faça sucumbir.
Há quem acredite que a dor provocada pelo fim de uma grande paixão é um prato cheio para a criação de obras artísticas memoráveis. Se for o caso, aproveite a chance, mas lembre-se que o sonho de liberdade foi a mais formidável matéria prima das obras-primas. Assim, qual delas – liberdade ou paixão – mais contenta o espírito humano?
Bem, se você lê meus delírios, deve pertencer à mesma linhagem de loucas varridas, as que abdicaram do cabresto de uma vida desesperada à procura de paixões avassaladoras. É bem provável que você, como eu, simplesmente não conceba a idéia de abandonar a liberdade depois de milênios de luta para conquistá-la. E, como a paixão e a liberdade desmedidas são inconciliáveis,
você escolheu a segunda.
Você provavelmente também não se intimida quando jogam na sua cara que a liberdade não assegura a felicidade. Você sabe que, se isso for verdade, nada poderia assegurar. Muito menos o amor romântico…
De qualquer modo, se você for vítima dessa droga, trate de livrar-se dela assim que voltar do entorpecimento (e você voltará). Insistir em utilizá-la a transformará em uma zumbi inútil e desprovida de amor próprio.
E, se você chegar ao fundo do poço, não desista! Encontre uma nova e desafiadora montanha para escalar, ingresse em um novo projeto, ultrapasse seus limites, preencha sua biografia e comemore cada conquista antes que seja tarde!
Na migalha de vida que lhe resta, melhor apaixonar-se cada vez mais pela maior heroína de sua vida: você mesma!
Sei que Fernando Pessoa vai se revirar na cova neste exato momento (uma de suas obras-primas citadas em um dos meus textos toscos? rsrs), mas não resisti a uma rápida alusão ao mestre português nesta Semana da Independência… Até porque reler suas poesias é uma inspiração e tanto…
Navegar é Preciso
Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
“Navegar é preciso; viver não é preciso”.
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo
e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.
Todos os navegantes sabem que é necessário preparar suas jornadas. Há pré-condições para que os maiores sonhos humanos se concretizem. E a quase inalcançável independência, em todas as suas variações e com todos os seus desafios, é a principal delas!
A independência financeira…
A independência emocional…
A independência de não ter limites para sonhar…
A autonomia para perseguir suas ambições e a bravura para ocupar o tempo que lhe resta com os seus maiores projetos…
Assumir as consequências de lidar com o ônus de suas escolhas…
Estar pronta para reconstruir a si mesma sempre que os desafios do percurso exigirem…
Preparar-se para saltar no escuro, arriscar quando valer a pena e, se preciso for, recomeçar!
Passar incólume pelas cobranças, pelos olhares reprovadores e pela indiferença de quem já desistiu de sonhar…
E mais: há que se conquistar a autonomia antes que o futuro se torne irrelevante… Antes que o tédio e a austeridade anulem sua força vital… Ou, então, antes que o medo a imobilize por completo e a impeça de viver toda a grandeza de si mesma!
Se para alçar voo os pássaros precisam conquistar a autossuficiência, para mim é – hoje e para sempre! – “INDEPENDÊNCIA OU MORTE!”.
Afinal, “sonhar é preciso, navegar é preciso, SOLTEIRAR É PRECISO; viver não é preciso!”
Sempre que eu ouço o slogan “Pátria Educadora”, logo me vem a sensação de liberdade, porque para o espírito estar livre é necessário que o indivíduo esteja instruído dos seus direitos e deveres para consigo mesmo e com a sociedade.
Infelizmente, nosso país é uma vergonha no quesito educação. Tivemos um representante da nação que se orgulhou por ter como primeiro diploma o de presidente da república; e eu particularmente acho triste essa história. Aposentou-se tão cedo, porque não aproveitou para estudar?
Qual o verdadeiro valor que é dado ao estudo neste país? Na minha perspectiva, avalio que é dado pouco valor, o que é inadmissível!
Sou uma cidadã privilegiada, pois consegui trabalhar para bancar meus estudos e me tornar uma executiva. Minha família me cobrou antes de tudo, os estudos. Juntos fizemos sacrifícios mas que valeram muito a pena!
Cada noite em claro estudando, depois de um ônibus lotado e um longo dia de trabalho, me tornaram uma mulher LIVRE E INDEPENDENTE. Mais que conquistar um lugar na classe média brasileira, eu conquistei a capacidade de pensar e enxergar de forma crítica os meus direitos, como mulher e cidadã na sociedade. Ou seja, sei lutar contra as formas de abuso e discriminação da minha condição de mulher e solteira.
Sou uma mulher constituída de pensamentos livres adquiridos ao longo de muitos anos de estudos. Ainda assim, continuo estudando, pois ainda sei muito pouco e, a cada leitura de um novo llivro, me torno uma mulher mais livre e confiante para escolher o meu destino.
Um povo com baixo nível de ensino e educação está preso a conceitos preconceituosos, violentos e com poucas possibilidades de crescimento.
Solteirar é também conhecer e ter o seu direito de liberdade de escolha garantido!
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