Que tal, de repente, ser a pessoa que você finge ser?
Que tal começar a reagir e viver ao invés de deixar passar?
Quero cuidar de mim, quero gostar de mim. Quero gostar tanto de mim que será impossível que os outros não gostem. Quero gostar tanto de mim, que poderei ser eu, sem vergonha para qualquer ser. Quero gostar de mim, por mim, em primeira mão.
Quero parar de deixar para depois. Quero agora! Quero agora, antes que o “só mais hoje” ou “só mais dessa vez” tomem conta da vida que não conto.
Quero voltar a ser a pessoa “foda-se o mundo”, que dança mal, mas dança e que canta mal, mas canta. Quero me divertir. Quero fugir da estranha que toma conta.
Quero voltar a me respeitar. Quero saber o que quero hoje, amanhã e sempre. E se o para sempre acabar, quero saber o que quero depois também.
Quero ideais reais, daqueles que se luta cegamente e que se vê no olhar.
Quero saber para onde ir, ou pelo menos, onde quero estar. Quero merecer estar.
De que vale cada dia da minha vida se ele simplesmente passar?
Quero viver.
Quero mudar.
Quero me amar.
“‘E’ e ‘se’ são palavras que, por si, não apresentam nenhuma ameaça. Mas, se colocadas juntas, lado a lado, elas têm o poder de nos assombrar a vida toda. E se… E se… E se…”.
Cartas para Julieta
É engraçado perceber que coisas como encontrar o amor da sua vida se tornaram ameaçadoras em nossas vidas. “E se for este ou aquele?”, “E se for hoje?”, “E se for quando você menos esperar?”… São perguntas corriqueiras que a vida, ou melhor, nosso próprio subconsciente nos faz constantemente. Mas a principal deveria ser: “E se hoje eu não quiser encontrar minha alma gêmea?”.
Ambiente de balada, ao som de um delicioso clássico rock’n’roll… Dentre todas as abordagens da lista “Como seduzir uma mulher”, alguém escolhe, quase que aleatoriamente ou quem sabe após uma breve análise e a identificação de um ser frágil, carente e facilmente “iludível”, a mais conhecida das cantadas: “Prazer, eu sou o amor da sua vida”. Quais as chances de funcionar?
Também tenho dias de fraqueza (lê-se domingos chuvosos e entediantes) de desejar do fundo do coração que no final das contas ele estará lá só esperando pelo nosso casual e inesperado encontro. Mas é claro que o desenrolar do seu tão esperado destino não depende da identificação desse alguém.
A vida é muito mais do que procurar alguém que te procure. Tem dias que quero apenas ir ao mercado sem o prévio olhar no espelho garantindo a aprovação “dele”, varrer a calçada no domingo de manhã sem pentear o cabelo e com um par de olheiras reflexo da beleza do sábado à noite ou, quem sabe até ficar em casa dividindo o dia em capítulos de 45 minutos da série favorita. Ah… E sem o peso do “e se”, por favor.
Este vínculo de dependência chega a ser ridículo. Não espere esse alguém para fazer a viagem dos seus sonhos, para começar a dançar, conhecer aquele restaurante ou ver o quão romântica é a chuva. A fórmula para ser completa e feliz é bem simples: você querer e fim.
E se essa mulher abordada na balada for você, apenas se permita responder: “Desculpe, mas hoje eu não saí para encontrar o amor da minha vida.”