Fantasticamente, a minha geração e a seguinte só se ocupam em ganhar dinheiro, comprar casas e carros de luxo. Ter uma alimentação saudável e combater as rugas; além de se conectar às redes sociais e falar besteiras quase o tempo todo. Que lamento!
É uma geração de ocupação besta com o cotidiano. De TV a cabo a angústias com previdência privada e preço do dólar. Da manutenção da “brilhante” espécie através das “melhores” escolas para os filhos (detalhe: importante ter filhos, senão sai do estereótipo de família feliz) à necessidade de ostentações constantes.
Compramos dez vezes mais do que precisamos; comemos dez vezes mais que carecemos e somos dez vezes mais vaidosos que Narciso. Somos uns verdadeiros personagens do Admirável Mundo Novo: pretensos felizes e idiotas.
Símbolos de sucesso e felicidade são: carro do ano, férias na Europa, filhos na escola, ser cristã convicta e cidadã modelo. Burguês padrão.
Ridiculamente por trás dessa riqueza material e sabedoria vazia, somos uns verdadeiros ignorantes. Não sabemos votar, temos memória curta e somos absurdamente egoístas. Inacreditavelmente ainda agimos como imortais e vivemos sob a representatividade do que o mundo quer que sejamos.
Como diz a música. “A gente somos inúteu!”
“Normalmente, são tão poucas as diferenças de homem para homem que não há motivo nenhum para sermos vaidosos.”
Montesquieu
“Somos tão presunçosos que desejaríamos ser conhecidos em todo o mundo… E tão vaidosos que a estima de cinco ou seis pessoas que nos rodeiam, nos alegra e nos satisfaz.”
Blaise Pascal
“As pessoas vaidosas não podem ser astutas; elas são incapazes de se calar.”
Luc de Clapiers
“Os homens têm grandes pretensões e projetos pequenos.”
Luc de Clapiers
“Os homens que só pelo seu esforço não são capazes de ganhar a estima dos outros nem a de si próprios, procuram elevar-se opondo aos defeitos dos vizinhos os defeitos que por acaso não têm.”
Ugo Foscolo
“Este corpo no final será misturado com a lama. Por que permanecer na arrogância?”.
Kabir
“Todos nós damos vontade de rir. Somos uns pobres diabos. Usando um termo grosseiro: muita cagança, muita cagança e para quê? Somos pequeníssimos. Não é que uma pessoa tenha que aceitar a sua pequenez, mas parece-me bastante triste a vaidade, a presunção, o orgulho, tudo isso com que pretendemos ou queremos mostrar que somos mais do que efetivamente somos. Não será caricato ou ridículo, mas bastante triste.”
Jose Saramago
Viver em plenitude
Atitudes nada convencionais
Ter sempre magnitude
Poder um chopp com os amigos
Simplicidade
Não ter inimigos
Estar com familiares carinhosos
Não ter hora marcada
E de vez em quando pares amorosos
Dias de sossego
Nada de prestação de contas
Não acordar cedo
Viajar pela imensidão
Matar a saudade
Não ficar em nenhuma prisão
Dormir bastante
Aproveitar a balada
Não ser arrogante
Estudar semântica
Ouvir o silêncio
Ser solteiramente romântica
Liberdade
Simplesmente correr
Ser eu de verdade
Acompanhados de atitude e do “fazer acontecer”, os desejos são os originadores de nossos planos de vida e, consequentemente, de nossas realizações, aprendizados e felicidade.
Eles nos inspiram e nos movem, às vezes de modo incomensurável. Outras vezes, são desejos tão simples, quiçá até tolos, mas são mais que suficientes para continuarmos nosso caminho, o de Solteirar.