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paquera
E lá estou ganhando um olhar cheio de interesse do bofe, e o que eu faço? Fico tão feliz que eu olho com um sorriso meio de lado e comemoro olhando para o chão!
O destino favorece, enquanto vou ao banheiro ele está no bar pegando uma bebida, olho para ele e leio naqueles lábios que estou desejando a frase com um sorriso: “Você está linda!” O que eu faço? Novamente sorrio e sigo feliz para o banheiro.
Na sequencia das trapalhadas sem fim, ele me rouba um beijo na pista após eu dizer que estava indo embora, como existiam muitos conhecidos e o ambiente era profissional, fico completamente perdida e vou embora, desejando loucamente que ele me seguisse.
Conto esta história para uma amiga e ela me faz duas perguntas:
1. Por que você não foi até o bar pedir uma bebida após ele dizer que você estava linda? Afinal era uma deixa, ele precisava ter certeza que você estava afim.
2. Por que você não falou para ele acompanhar você até a saída?
Atitudes óbvias, não? Não para quem é tímido!
Manter o contato visual é um desafio sem fim, neste momento sinto que meus olhos tem um imã e todo chão é forrado por outro imã de polo contrário que fazem com que toda a minha cabeça praticamente bata nos meus pés.
No momento que recebo um elogio, sou invadida por uma sensação tão boa, que bloqueia todo o meu pensamento inteligente para dizer um simples “obrigada” com um sorriso sensual.
Depois que a adrenalina passa, assim como o bofe, porque este teve certeza que não foi correspondido, sou invadida por milhões de respostas ótimas e reações perfeitas para colocar o cara aos meus pés!
Por que acontece esta trava que impede os movimentos em momentos simples de prazer e alegria? Já ouvi várias respostas, desde extrema insegurança e autoestima, até orgulho.
Por hora sigo trabalhando arduamente com a minha terapeuta para ter mais sucesso no momento da conquista e ter uma vida simples e normal.
Quando conheço alguém e me envolvo, um único desejo me habita: que as horas futuras sejam nada além de uma extensão do transcorrido. Mas, passada a despedida, quem será o remetente da primeira mensagem? Quem sugere as coordenadas para o próximo encontro? Há espaço para saudade ou devemos estar blindados de recusa?
Minha ideia é planejar um fim de semana repleto do outro e obter o noticiário do mundo particular que gira do lado oposto da cidade. Porém, estou sendo consumida pelo arquejo de uma vibração no celular que salve minha a agenda da inércia.
Questiono-me se essa expectativa também habita o sujeito. E estabeleço o meu caos interior enviando um esquizofrênico ͞Olá. A resposta não tarda em chegar e construímos um diálogo que percorre gostos musicais e histórias de vida até que alguma ocupação nos usurpe daquela masturbação psicológica.
Perco eu, perde ele e perdemos tempo.
Foram tantos caracteres, emojis e risadas dissimuladas, para retornar ao primeiro estágio desse teatro: amanhã quem será o remetente?
Questiono-me onde se encontra a praticidade que nos faria reproduzir dizeres revolucionários de “vamos sair hoje à noite? ou “Estou a fim de sair com você…”
Intimidamos-nos pela probabilidade da rejeição? Ou nos acomodamos transferindo a responsabilidade para o outro?
Além de uma mistura desses pontos, suspeito que, na verdade, somos amantes dessa dúvida do remetente por não querer descobrir que não nos desejam por destinatários.
Naquela noite eu tinha participado de um compromisso corporativo e, após algumas taças de vinho, sabia que não deveria ficar ali para evitar situações complicadas. Logo, precisava gastar minha energia em outro lugar e com outro tipo de gente.
Após ter entrado em contato com algumas amigas preguiçosas ou compromissadas, decidi sair sozinha. Assim que cheguei na balada, já fui ficando animada, nem precisei beber mais nada. Só água e a pista de dança.
Em meio a toda essa euforia, encontrei um ex-peguete, que estava com uma turma de garotões da idade dele. Nos abraçamos várias vezes e comemoramos o fato de termos nos encontrado. Porém, como não estava nos meus planos, eu não queria terminar a noite com ele. Talvez nem ele quisesse.
Quando ele se dirigiu ao fumódromo, decidi sumir da pista e me desloquei para o bar. Lá continuavam conversando os dois gatinhos que eu tinha visto quando fui pegar água. Eles conversavam tão alheios a tudo o que acontecia, que me senti à vontade de me sentar na mesa deles sem ser convidada.
Fui muito bem recebida e após percebermos que o papo estava divertido e que tínhamos alguns interesses comuns, um deles colocou as mãos no meu joelho. Neste momento, percebi como seria o fim da noite.
Ficamos por ali mais alguns minutos, até que o amigo percebeu que tinha perdido o companheiro de prosa e avisou que iria se retirar. É incrível como são os homens são práticos. Admiro esse desprendimento que a maioria das mulheres não tem.
Fomos para o apartamento dele e passamos uma noite excelente. Quando duas pessoas com o mesmo objetivo se encontram, não há o que dar errado.
No meio da madrugada o ex-peguete me mandou uma mensagem querendo saber onde eu estava. Talvez, ele não teve tivesse tido êxito em suas prováveis investidas. Mas, minha intuição estava certa. Se eu não tivesse alterado o rumo da noite, terminaríamos juntos mais uma vez. E eu teria perdido a oportunidade de incluir mais um homem maravilhoso em minha vida.
Após alguns novos encontros com meu novo amigo, tive certeza que tomar a iniciativa não é proibido para mulheres. Os homens que sabem o que querem aceitam mulheres decididas sem qualquer tipo de drama ou preconceito.
Faça sempre o que seus instintos recomendam. As oportunidades estão no inesperado. Seja protagonista da sua noite e da sua vida. Só assim você poderá viver momentos inesquecíveis e conhecer pessoas incríveis.

Solteirar.com
Tem aquele dia que você sai porque lhe disseram que faz bem pra alma ver gente, tem que curtir a vida intensamente, não é possível recuperar o momento, etc, etc…
Então lá vou eu para a balada mais comentada do momento, investimento financeiro alto, irritação máxima com a fila na porta e com a confusão para pegar um drink depois que você tomou chuva na fila da entrada e precisa de uma bebida urgente para entrar no clima.
Lá se vão alguns goles e de repente a música fica boa, os homens começam a rodear, porque claro, eu comecei a sorrir!
Bato um longo papo cabeça e pessimista com um cara muuuito gato, sim eu relevei a chatice porque ele era bonito, solteiro e acima de 40. Depois dele me pagar uma bebida, demonstrar estar animado com o papo, ele sai para ir ao banheiro, me pede para esperar e desaparece… Como assim? As mulheres são capazes de entender se você, caro Amigo, disser: “Olha, o papo está legal, mas eu quero dar uma volta!”Dica: este é um comportamento maduro!
Reencontro as amigas, tomo mais um drink e resolvo ir embora feliz, no caminho da saída sou brindada por um outro gato que disse que eu precisava ajudar ele com o copo do amigo que havia sumido (gostei da abordagem!…. E dele! Bom humor é a melhor qualidade). Ele fica inconformado por eu estar a caminho de casa (e não querer levar ele comigo), então ele, por conta própria, me pede para anotar o whatsapp dele e enviar uma mensagem para ele ter meu número (senti firmeza!).
No dia seguinte, não acordo com uma mensagem como eu imaginava, mas tudo bem. Era mais uma boa história de sempre, até que por volta das 18h ele manda um “Oi! Tudo bem?”, a mensagem já estava a 30 minutos no meu inbox quando eu vi, então logo respondi. “Oi! Tudo bem comigo, e vc?”. Isso faz mais de 30 dias e até hoje ele não respondeu.
Se você, meu caro amigo, se identificou, me explique porque perdeu o seu tempo enviando uma mensagem que não tinha a menor intenção de responder? Se não queria conversar, por que puxou papo? Será um ato total de fragilidade masculina?