O que é melhor: um filho ou um cachorro?
Outro dia, lendo um livro qualquer, o autor faz a seguinte provocação no meio de um capítulo: “o que é melhor: um filho ou um cachorro?”
Uma pergunta, à primeira vista, um tanto quanto estapafúrdia, até meio idiota. Mas se pararmos para pensar, até que é uma pergunta bem atual.
O número de filhos que um casal tem (ou planeja ter) está cada vez menor. No máximo dois e olhe lá. Por outro lado, o número de cachorros só aumenta. E, um dos fatores que contribuem para isso é a adoção de cães como companhia em nossas casas e apartamentos; como membros da família.
De forma bem racional (e talvez bem dura de falar), essa troca de filho por cachorro se deve ao fato de que filho custa bem mais caro e o afeto dado nem sempre é retribuído na mesma proporção.
Também é verdade que o afeto do filho pode ser mais profundo, o que é mais difícil de lidar. E, cachorro sempre nos ama. Eles não são rancorosos, não ficam “de mal” da gente. Eles nos dão muito amor e carinho sem pedir nada em troca. Daí a questão do autor ser muito atual.
Criar filho hoje em dia, além de ser caro, cria um vínculo afetivo sólido e para vida toda. E, as pessoas hoje não estão muito mais dispostas a dedicar seu tempo com outros. Em nome da independência e da família moderna, assumem essa escolha. Mas na verdade não querem se arriscar em mudar toda a dinâmica de suas vidas, dividir seu tempo, seus recursos financeiros. Enfim, não querem essa responsabilidade.
Já, amar um cachorro é mais fácil. A responsabilidade é menor.
Mesmo diante dessa análise super racional e até convincente, ainda me causa espanto quando vejo amigas tratando seus Totós, Marleys, Luas e afins como verdadeiras crianças.
Aliás, preciso buscar meu Blue na natação.










