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sonho

Quantas vezes você ficou rebatendo questionamentos antes das situações acontecerem de fato? Respondeu a perguntas que o seu chefe nem pensou em fazer ou brigou no espelho com o seu namorado, antes de saber que ele não tinha ligado no horário porque estava dormindo (e você tem certeza que ele estava dormindo porque sua sogra aproveitou sua ligação para acordar o malandro com um berro, do tipo: “Fulano, acooordaaaa! Sua namorada está no telefone!”).

Mas a mais famigerada de todas as expectativas é aquela que apelidamos de “sonho”. Esta se alimenta da nossa esperança e, depois de sugar todos os melhores sentimentos que há em nossos corações, nos deixa na rua da amargura para nos tornamos um sem teto dos sonhos não realizados.

Alimentamos um monstro toda vez que dizemos, “o sonho da minha vida é…”, “…não consigo nem imaginar minha vida sem…”. Nenhuma destas situações são sonhos, na verdade não passam de uma privação da possibilidade de ser feliz.

O mais difícil para lidar com o monstro da expectativa é controlar o criador da criatura. Este ser habita nossas mentes, manipula nossas emoções, cega a racionalidade e impede que de fato possamos viver grandes sonhos.

Em tempos de pokemon go, a expectativa é o monstrinho virtual que se alimenta dos nossos desejos mais secretos. Então, que tal deixar de criar uma realidade paralela e deixar as coisas felizes chegarem à sua vida?

Você deve estar aí pensando que eu devo ter virado um tipo de guru de autoajuda e vou terminar este texto anunciando meu Whatsapp para consultas. Esqueça!

Na verdade, estou aqui escrevendo tudo isso para controlar o meu monstro particular que fez uma programação mental de como será minha vida após o aumento de salário que eu nem pedi. E, como não poderia faltar, estou em mais um dos meu dilemas amorosos, onde já interpretei o roteiro de um capítulo inteiro da novela da 9h no espelho do meu banheiro, somente para dizer para o peguete que eu quero namorar e o modelo de relacionamento só sexo não me atrai mais.

Quando você sentir que está sozinha em suas expectativas, lembre-se que existe esta blogueira maluca que vive na cidade maravilhosa.

 

 

Sabe quando o quarto na casa dos pais fica pequeno para você colocar todos os seus sonhos? Os meus sonhos me moveram para fora de casa e eu fui encontrar meu mundo.

Eram tantos sonhos, mas o meu enxoval era apenas minha cama, um armário para guardar as roupas (onde já não cambiam todo o investimento que eu havia feito por anos), um armário para o banheiro e o cachorro.

A empresa de mudança foi os meus primos que prontamente vieram ajudar com todas as ferramentas necessárias, mas eles só precisaram utilizar os músculos mesmo!

Normalmente não há chá de cozinha para solteiras, então cada pedacinho do espaço é comprado com o seu próprio dinheiro, mas aí vem uma amiga bem querida e lhe dá um aparelho de jantar que tem a sua cara!

Tem também aquela inimiga que teima em te assombrar, e no meu caso, ela se chama barata! É a coisa mais desprezível do universo, e é tão perigosa que nem uma bomba atômica é capaz de matá-la. Nem me diga que ela é só suja e nojenta e não faz mal a ninguém, pois a mim ela faz muito mal! Viver sem o super pai para exterminar o mal que vem, seja das profundezas do esgoto ou voando pela janela, é realmente uma tarefa de heroína!

A outra parte difícil da vida independente é LAVAR, seja a roupa ou a louça, sendo que a primeira ainda vem acompanhada do verbo PASSAR. Ainda sou capaz de ouvir minha mãe falando: Quero ver você lavar e passar esta montanha de roupas! Pois eu não quero ver esta cena e agradeço muito por poder movimentar a economia contratando uma auxiliar para fazer essa tarefa.

E sabe aquelas loucuras que você irá fazer quando tiver sua própria casa? Então, algumas acontecem: dá pra levar aquele peguete gostoso da balada, mas e o medo do cara ser um louco maníaco?! E aquelas festas incríveis, com muita bebida, muita gente bonita e divertida? Pois é, na realidade a grande parte dessas pessoas trabalham no dia seguinte e a minha auxiliar vem só uma vez por semana. Logo, não me sinto empolgada em promover o filme Faxina Pesada Todo Dia.

Mas o melhor é poder solteirar todos os dias! Ter o meu espaço, minha vida, minhas conquistas e viver a vida do melhor jeito que eu escolher. Nem todos os dias são perfeitos, mas todos os dias me pertencem.

Feliz Mais Um Ano Vivendo Comigo!

 

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Nem sempre quero
levantar, lutar, labutar,
sorrir, sacudir, seduzir,
auxiliar, abraçar, aguentar…

Mas sempre
confiar, conciliar, captar,
alcançar, afagar, agregar,
vencer-me, bastar-me, alegrar-me.

Sonho, imaginação, devaneios e até mentiras…
Contra realidade: lida, dramas e até verdades…
O conflituoso ser em mão dupla embutido,
Que luta para fartar-se e equilibrar-se.

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Fomos educadas para os sonhos. Estes nos faziam mais propícias à dura realidade: o anseio que morava em nós desde a meninice fazia-nos fortalezas para décadas de monotonias angustiantes, absurdos ou até mesmo sofrimentos físicos e/ou morais. E a maternidade nos empurrava a qualquer custo para a frente. Casamentos felizes ou não eram nosso destino.

A docilidade, embutida em nossa personalidade, fez-nos ganhar os séculos, pensando ser isto a verdadeira feminilidade.

Sacrifício era grandeza de caráter. E uns e outros ainda insistem em continuar com esta crueldade. A mulher por causa da cria submetia-se e acostumou-se a ser um indivíduo que obedece, serve, aceita, trabalha muito… Nossa prole, como as da leoa, necessitava de proteção e aceitávamos um alfa nem sempre à altura das nossas expectativas.

Veio, porém, a civilização. Chegou a necessidade do trabalho feminino (lembremo-nos da Segunda Guerra) e a muito custo estamos conquistando um lugar ao sol e repensando valores e nossas atitudes. Algumas culturas, infelizmente, ainda beiram à Idade Média, para desgraça de milhões de seres, mas, brutalmente, mais para as mulheres.

O que é ser de fato mulher? Estamos simplesmente atreladas à maternidade, já que ela é insuperável como realização pessoal ou podemos e queremos mais como seres humanos?

Será que o útero e o que temos entre as pernas nos retiram direitos e só nos impõem deveres? Temos que ser sérias (o que é de fato isto?), dedicadas, altruístas, donas de casa por excelência, funcionárias não aptas à liderança, companheiras obedientes entre tantas outras “virtudes”…

Queremos, é mesmo, ser o que somos, indivíduos diferenciados e que buscam sem amarras seu próprio caminho. Já conseguimos bastante, falta outro tanto para que não tenhamos que nos justificar a pais e mães, irmãos, maridos, chefes, vizinhos e outros, e, principalmente, a nós mesmas. Termos coragem de ser o que quisermos. E pronto.

Ilustração: agradecimentos a Wallpapers Art Painting (background-kid.com)

Sempre tenho um dia de reflexões quando acordo de um sonho no qual eu estava em um bom relacionamento amoroso. Não que isso seja uma crise na minha vida atualmente, pois estou muito bem solteirando, obrigada, mas é sempre bom identificar os pontos a desenvolver caso eu mude de ideia. A pergunta do dia a ser respondida é: O que eu faço que me leva a não chegar nem perto de iniciar um relacionamento?

Muitas candidatas a resposta final apareceram durante toda a meditação, mas vou poupá-los do labirinto da minha mente. A conclusão que cheguei é que sou realista demais para tudo isso e o que falta é paciência. Para mim, ficou bem claro como a praticidade do realista me livra, quero dizer, me afasta dos relacionamentos, mas separei alguns exemplos (acompanhados de meus pensamentos) para possível identificação:

Situação 1: Ambiente de balada, um cara me para na volta do banheiro.

Ele: Oi, tudo bem gata?

Eu: Tudo bem e você? – Essa sou eu tentando ser educada já incomodada como o “gata” da frase acima.

Ele: Melhor agora. Sabia que você é a “mina” mais linda da balada?

Ok! Esse é o momento que não dá mais. É óbvio que eu não sou, e é obvio que eu não me importo com isso, e é óbvio que eu não sou idiota e eu acabo com toda essa palhaçada quando faço questão de deixar tudo isso estampado na minha cara e solto apenas um “Uhum” e continuo andando.

Situação 2: Passo meu WhatsApp para um cara legal que conheci na última noite e trocamos mensagens no dia seguinte.

Ele: Bom dia meu amor, dormiu bem?

Pois é, dessa vez minha indignação chega mais cedo. Meu amor? Meu amor? Tem noção de como isso soa péssimo? É claro que não começamos a nos amar de ontem para hoje e você nem me conhece direito. Podemos falar como adultos e pular toda essa parte piegas nada real?

Situação 3: Não passo meu WhatsApp para um cara legal que conheci na última noite.

Quem nunca? Às vezes só não quero ter que ser legal com ninguém de domingo de manhã e ainda ouvir todo aquele blá blá blá da Situação 2. E é ok não querer. Vamos apenas manter essa boa impressão que tive de você?

Só quero pessoas mais práticas que não saem por aí com frases feitas que aprenderam em um livro de quinta sobre “Como conquistar uma mulher”. Sejam vocês mesmos, por favor. Não quero elogios cegos, e para ser sincera, eu quero paz!

Solteirando pelas redes sociais