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TPM
Por que amar tanto?
Por que tantas necessidades? O que mais importa é o amor ou a necessidade de amar? Qual é o poder que eu quero? Qual é o poder que me é exigido ter? São tantas as perguntas existenciais quando, na verdade, apenas uma questão de fato é importante: O que de fato me faz feliz? Sol
Mar
Brisa
Amigos
Um trabalho honesto
Saúde
Risos fartos
Sexo
Igualdade
Família, aquela em que se nasce, e aquela que se escolhe Dinheiro
Viagens…
Mas, quando chega minha TPM, o que importa mesmo é ter rapidamente uma barra de chocolate. Porque se você me der muito amor, muito poder, muito trabalho ou qualquer outra coisa diferente de chocolate em excesso, cuidado! rsrs
Assinado: Uma chocólatra que precisa de um docinho sempre!
Obs.: Senhor Coelho da Páscoa, aproveite e deixe uma dose extra de chocolates em qualquer formato. Grata!
Será mesmo a melhor solução lutar pela igualdade entre gêneros? Antes de você começar a ficar com raiva e me xingar, deixe eu explicar. Igualdade é diferente de justiça, que é diferente de respeito. Que tal pensarmos em respeito entre gêneros em vez de igualdade entre gêneros?
Os corpos de homens e mulheres são anatomicamente e biologicamente diferentes, fato. Alguém duvida disto? Acho que não, né? Pois bem, para começar, mulheres têm ciclos menstruais, isto implica uma enorme variação de hormônios durante o mês. Isto afeta diretamente o nosso humor. Para umas, mais e para outras, menos, mas em alguma fase da vida somos afetadas por essa oscilação de humor provenientes deste ciclo hormonal. Irritação, dor, cuidado redobrado com a higiene em dias de menstruação, atrapalham nosso dia a dia. Somos diferentes dos homens, que não fazem a menor ideia do que é passar um ou mais dias sangrando todo santo mês. Isso nos toma tempo e dinheiro (temos que comprar absorventes ou qualquer outro artifício que nos proteja de derramar nosso sangue por aí).
Mas em nenhum momento pedimos respeito a esses dias tão sagrados para nós, esses que são só nossos, unicamente da natureza feminina. Estamos tão acostumadas a não nos respeitar que, se ouvimos uma mulher reclamando de TPM ou outro sintoma da menstruação, perdemos a paciência e já soltamos um “Para de frescura!”. Durante anos procuramos nosso lugar no mundo, queremos ter os mesmos direitos dos homens, mas esquecemos que somos diferentes. Tomamos pílulas, emendamos uma cartela na outra, usamos dispositivos intrauterinos com hormônios, entre outros para anularmos nossa linda condição de mulher. Assim, nos tornamos iguais a eles, pois retiramos a nossa “fragilidade” em relação ao corpo masculino.
Não está na hora de repensarmos isto? Não seria melhor aceitar nossa natureza e pedir respeito ao nosso corpo? Que tal termos direito à licença a menstruação, sem sermos alvo de chacota? Talvez você, leitora, possa ter rido dessa ideia que até parece piada. Mas já tem gente pensando diferente. O médico inglês, obstetra e ginecologista, Gedis Grudzinskas professor da Bartsand The London Escola de Medicina, em Londres, defende a licença a menstruação. Inclusive em alguns países asiáticos essa prática já está em vigor, como é o caso de Taiwan, Indonésia e algumas empresas no Japão. É claro que os homens neste caso não iriam aceitar, e começariam a falar em igualdade de gêneros.
Com isso você já pode perceber como falta pensar em respeito a nós mesmas. Em respeito entre gêneros ao invés de igualdade entre gêneros.
Todos os dias me encontro religiosamente e me confronto com este ser chamado espelho. Diariamente, ele vem com suas críticas ao meu corpinho (aqui caberia aquele smile olhando de lado…).
Você deve me achar louca por chamar o espelho de ser, mas veja bem, quem eu encontro lá do outro lado sou eu mesma. Logo, o espelho me representa e tem vida, pois só alguém com muita energia vital conseguiria engordar como eu.
Sempre fui do tipo magra, era tão magra aos 20 anos que me faltava até uma dose de gostosura, mas com o passar dos anos, cheguei ao peso ideal, pena que este momento de glória durou tão poucos anos.
Mas com a chegada dos 40, vieram muitos mais quilos. Claro que eu corri na endócrino na certeza que havia algo errado e haveria um remédio milagroso que resolveria tudo e, logo logo eu estaria de novo na brilhante forma. Porém, para a minha surpresa, descobri que o peso era um brinde que eu ganhei com a idade com o seguinte anúncio: Cruze a barreira dos 40 e ganhe gratuitamente mais 5kg, podendo chegar a 10kg como plus se realmente algo errado estiver fora de controle (…. a figura agora é do smile sarcástico!).
A partir desse momento, desenvolvi um gosto especial por saladas, essas coisinhas verdes e crocantes, muitas vezes com pouco gosto, associado a uma carne, peixe ou frango que proporcionam zero de prazer, mas um alto poder de aliviar minha consciência. Claro que o consumo se mantém constante até eu me encontrar com a minha TPM em períodos de baixa de sexo. Sim, se não tenho prazeres da carne, me entrego aos prazeres da boca (chocolates, frituras e outras guloseimas…).
Mesmo vendo aquela mulher crítica no espelho, normalmente me relaciono com uma gostosinha, com suas curvinhas salientes cheias de histórias interessantes dentro do espelho, mas quando a roupa aperta, corro pra academia, para uma dieta ou na praia mesmo, quando a grana fica curta.
“Vi um parto pela primeira vez com sete anos de idade e, não me pergunte como, soube naquele momento que não iria ser mãe. O que me ficou vago durante os anos seguintes foi a persistente ideia das pessoas quererem profetizar meus filhos nunca nascidos.” A frase não é minha, mas me representa com uma quase perfeição. O único desvio que lhe acomete é que eu não precisei de sete anos para descobrir minha incapacidade maternal.
Essas palavras são de autoria de um alguém que ultrapassa a marca de meio século de vida, tendo gasto vinte biênios entre trepadas casuais e promessas matrimoniais, o que, na média, lhe rendeu dois abortos.
Essa criatura, com a alma merecidamente excomungada das entranhas religiosas, acampa sob a cobertura de um prédio instalado em um dos melhores pedaços de terra deste globo. A desgraça de seus dias se deu quando, por ventura, quis o destino entregar seu corpo à tutela de um algoz, que para seu azar não conseguiu lhe arrancar a alma. Quando sentiu a vida ainda pulsante em si, buscou, internamente, algo que ainda estivesse inteiro, nada encontrou, mas tomou conhecimento de haver em seu ventre um rebento. Agarrou-se aos fatos e tragou sua vergonha: lá estava na justiça a parir a sua dor. Anos depois, outro feto se instalara em seu ventre. Este, que vindo de forma diferente, possuía, no entanto, a mesma sorte: não havia nada maternal naquele espírito. Respirou fundo e decidiu com um corte latente em sua mesquinhez: lá se foi parir o seu egoísmo para além da fronteira.
Sobre como se dão os sentidos das coisas há algo que jamais saberemos: o significado de uma gravidez alojada na singularidade de uma mulher. Acostumamos-nos tanto a encarar a prenhez da ótica do natural que nos distanciamos da complexidade que ela encerra para além do pesadelo de fraldas sujas.
O passo seguinte à confirmação de uma gravidez é sempre o início do caos. Porque assumir um filho é a tradução de um futuro de alegrias, desilusões e privações – sem saber a combinação exata desses fatores. Dar à luz e se abdicar da responsabilidade de gerir um futuro ao broto não desfaz a cicatriz de covardia e de incapacidade formada no espírito. E, por fim, no extremo da negação, expulsar o feto de seu casulo natural para o além-desconhecido deixa no mínimo a marca da violência cirúrgica, e quando isso não basta, ficam a carne e seu último suspiro como mero detalhe de um óbito cotidiano.
A verdade é que a oposição à descriminalização do aborto não traduz o verdadeiro resultado advindo dessa espécie de encarceramento biológico. Criminalizar o ato só nos torna mais cegos à questão fundamental: a vida – inclusive das mulheres. A impressão que vem sendo deixada é a de uma solução mágica inscrita no código penal, mas, o fato é que as rés morrem antes de qualquer julgamento e em condições execráveis, porque o aborto é um episódio corriqueiro nesse complexo social de ilegalidades! Nenhuma pessoa que é a favor da descriminalização do aborto é a favor dele ao rigor do ato. O que se quer apenas é o direito legitimado do corpo feminino expressar sua liberdade individual de escolhas. E a manifestação contra abortamentos está na transmissão de medidas educativas – em todas as suas formas – e na máxima do gozo de um sistema de saúde de excelência.
Precisamos de fóruns que nos deixem implorar por um estado laico que represente a todos. Precisamos de espaço para dar um basta à saúde clandestina que extorque. Precisamos parar de criar mais vítimas pobres dessa corja social. Precisamos parar de fugir, as coisas não estão funcionando, precisamos falar!
Obs: Texto inspirado na campanha da Revista TPM #precisamosfalarsobreaborto: http://revistatpm.uol.com.br/reportagens/148/precisamos-falar-sobre-aborto.html. Confira e participe!