Relacionamentos: um exercício de paciência
Sempre tenho um dia de reflexões quando acordo de um sonho no qual eu estava em um bom relacionamento amoroso. Não que isso seja uma crise na minha vida atualmente, pois estou muito bem solteirando, obrigada, mas é sempre bom identificar os pontos a desenvolver caso eu mude de ideia. A pergunta do dia a ser respondida é: O que eu faço que me leva a não chegar nem perto de iniciar um relacionamento?
Muitas candidatas a resposta final apareceram durante toda a meditação, mas vou poupá-los do labirinto da minha mente. A conclusão que cheguei é que sou realista demais para tudo isso e o que falta é paciência. Para mim, ficou bem claro como a praticidade do realista me livra, quero dizer, me afasta dos relacionamentos, mas separei alguns exemplos (acompanhados de meus pensamentos) para possível identificação:
Situação 1: Ambiente de balada, um cara me para na volta do banheiro.
Ele: Oi, tudo bem gata?
Eu: Tudo bem e você? – Essa sou eu tentando ser educada já incomodada como o “gata” da frase acima.
Ele: Melhor agora. Sabia que você é a “mina” mais linda da balada?
Ok! Esse é o momento que não dá mais. É óbvio que eu não sou, e é obvio que eu não me importo com isso, e é óbvio que eu não sou idiota e eu acabo com toda essa palhaçada quando faço questão de deixar tudo isso estampado na minha cara e solto apenas um “Uhum” e continuo andando.
Situação 2: Passo meu WhatsApp para um cara legal que conheci na última noite e trocamos mensagens no dia seguinte.
Ele: Bom dia meu amor, dormiu bem?
Pois é, dessa vez minha indignação chega mais cedo. Meu amor? Meu amor? Tem noção de como isso soa péssimo? É claro que não começamos a nos amar de ontem para hoje e você nem me conhece direito. Podemos falar como adultos e pular toda essa parte piegas nada real?
Situação 3: Não passo meu WhatsApp para um cara legal que conheci na última noite.
Quem nunca? Às vezes só não quero ter que ser legal com ninguém de domingo de manhã e ainda ouvir todo aquele blá blá blá da Situação 2. E é ok não querer. Vamos apenas manter essa boa impressão que tive de você?
Só quero pessoas mais práticas que não saem por aí com frases feitas que aprenderam em um livro de quinta sobre “Como conquistar uma mulher”. Sejam vocês mesmos, por favor. Não quero elogios cegos, e para ser sincera, eu quero paz!













Que bom que se identificou Flavielli, haja paciência às vezes não é?! hahaha
Algumas vezes temos um visão dramática sobre “dar certo”. Pode ter dado certo apenas por uma noite, não é Ju?! hahaha
Exatamente Jaque, sem paciência e nem tempo para passar por mocinha de comédias românticas! hahaha
[…] brilhante texto da nossa genial caçula Lana “Relacionamentos: um exercício de paciência” instigou-me a confrontar algumas visões antropológicas e sociológicas e a concluir que a […]