Home Opiniões Separei-me. E agora como ficam nossos filhos?

Separei-me. E agora como ficam nossos filhos?

O dilema que muitos pais enfrentam é a decisão de manter um casamento fracassado por causa dos filhos ou se separar e quebrar o castelo que haviam construído para os pequenos.

O primeiro aspecto a ser levado em consideração é que um casamento onde não há mais respeito, onde os pais não se suportam mais, onde o amor não é mais um elo ou ainda em casos mais grandes há violência doméstica física ou emocional, pode ser ainda mais prejudicial para os filhos que a própria separação.

Em caso da decisão pela separação, vale lembrar que o casal não existe mais, porém os pais são eternos. Não existe ex-pai ou ex-mãe. Portanto, o mais importante é a manutenção dos vínculos emocionais com os filhos. A figura paterna é tão importante quanto a figura materna na formação de um adulto emocionalmente saudável.

Por vezes é difícil enfrentar a situação, pois em alguns casos as circunstâncias da separação geram mágoas ou até traumas para os adultos envolvidos, mas vale lembrar que as crianças não merecem sofrer com isso.

Já presenciei casos em que a criança passa a se perceber como um empecilho na vida do ex- casal, que não queriam ter que continuar se falando e possuem um eterno tema para conduzirem juntos. Dependendo como os pais conduzem a situação, a criança pode se ver como sendo um transtorno na vida deles.

Outra situação é quando um dos lados não aceita a separação e se recusa a falar com o outro ou até estar no mesmo espaço. Imaginem filhos que precisam decidir se vão comemorar o aniversário com o pai ou com a mãe, ou que ficam tensos em pensar que os dois estarão em uma festa de formatura.

Não esqueça que em caso de falecimento de um a criança passa a conviver com o outro. Portanto, não ressalte os defeitos do outro, falando mal dele para amigos ou parentes na frente de seus filhos. Em uma eventual fatalidade, o filho pode perder um dos dois e não ter condições emocionais de se relacionar com o outro.

Por vezes é necessário uma ajuda profissional para encarar essa fase. São tantos sentimentos envolvidos que o casal pode, por melhor intencionado que esteja, acabar por não interpretar corretamente as mensagens dos filhos ou tomar atitudes para suprir a culpa da separação que possam prejudicar o desenvolvimento da criança, como a super proteção ou excesso de presentes.

Ouçam seus filhos, tentem se relacionar de forma cordial com o seu par e sua família. Procurem tratar a situação com naturalidade, pois hoje a sociedade trata isso como uma situação normal.

Lembre-se que pais são para sempre e que as emoções que envolvem pais e filhos podem gerar adultos confiantes e felizes ou pessoas frustradas e infelizes; e isso não se trata de filhos com pais separados, mas do grau de respeito entre as famílias, estejam elas na mesma casa ou em outro país.

 

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