Átimo
Sinto esta mulher. O tato. O arrepio. A minha pele.
Prolonga-se o negro nessa cena atemporal.
São sons que coexistem.
São retratos de possibilidades não exaustivas que se tocam, se confundem e se alinham.
Enlaçam-se o real e o seu complemento.
Na utopia do desejo, já sedenta, a flor se abre…
Esvai-se. Transborda. Falece. Renasce.
É o fim, mas os sons coexistem.
O silêncio se faz, ainda que os gritos não cessem.
Não sabemos, mas na verdade estamos surdos.
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Glória, que sensibilidade! Que beleza! E num tema dificílimo, onde grande parte dos autores resvalaria em pura vulgaridade! Já lhe disse que você é genial? 😉
Lindo mesmo! Também sou fã da Glória!