Amor platônico
Estou amando. Mas disfarço para ele não desconfiar e para não atrapalhá-lo.
Adoro amar platonicamente. Quando assim amamos, deixamos a pessoa amada partir sem sofrimentos e sem culpas quando o destino a ela apresentar uma nova paixão.
Mas, para uma amante platônica, sempre há uma questão: algum dia amei ou amarei alguém? Quando me arriscarei e criarei coragem de enfrentar uma desilusão e sofrimento para em troca ter e sentir todas as benesses de um amor correspondido?
Embora eu já saiba a resposta, às vezes me pergunto se esse tipo de amor é amor mesmo ou é covardia. Mas, logo em seguida, como numa espécie de auto-engano, vem meu superego e me mostra que se trata apenas do acaso. Há desejos que não podem ser realizados, porque não era a hora ou não era mesmo para acontecer… Só isso e ponto.
Contudo, de alguma forma, minhas fraquezas sempre dão uma maneira de eu escapar da racionalização e, vez por outra, lhe abraço… Ainda que para você seja um abraço de amigos. São nesses momentos que mais sinto a dor e o prazer de amar platonicamente.












