Dei, e daí?!
Acredito que todos saibam que existe uma relação trivial sobre as atribuições no sexo: alguém dá e alguém come.
Simples assim. Não existe se for diferente disso.
É claro que o mesmo agente pode oscilar entre os dois aspectos, mas para qualquer combinação linear que se deseje, o tão estimado gozo exige, sem desprezar as carícias preliminares, não mais que essa singela organização.
Assim, dado a lógica conceitual e a relação de interdependência dessas pontas, me resta uma dúvida: qual é o problema em dar?
Outro dia, em um HH, enquanto filosofávamos sobre trepadas frenéticas, adultério e projetos de orgias, flagrei o comportamento tímido de algumas colegas ao revelar suas peripécias e o orgulho fálico dos meninos em ostentar quem comeram, como, onde e quantas vezes, assim, explicitamente, sem medo de indigestão.
Gente, alguém me explique por favor, qual é o problema em dar? Por que ter vergonha?
Por que ter uma regra de não transar no primeiro encontro? De não tomar a iniciativa? De não sugerir uma nova posição? Por que não testar um novo ambiente ou novos amigos͛?
Para mim, dar é algo libertador, é um encontro comigo mesma e um momento de troca com o outro. Troca de calor, de energia, de aprendizado, de emoções.
Não exponha sua intimidade aos outros se não quiser, mas olhe com franqueza para si mesma. Não dá para passar os dias decidindo sobre o que vamos abdicar de nós mesmas para representar algo. Não estamos pedindo permissão para viver. A vida é mais do que esse ensaio de certo e errado. A vida é o que acontece do lado de fora da janela e, também, o que se passa entre as nossas pernas.












