Gostosuras e Travessuras
Sei que ninguém suporta mais as contendas políticas, mas antes de começar nosso bate-papo, preciso desabafar: EITA DOMINGOZINHO DE M…! Realmente a “nobre” missão democrática como mesária é a última coisa que gostaria de fazer nesta vida! Especialmente considerando os políticos admiráveis que foram eleitos…
Bem, mas vamos ao que interessa: para salvar o que restava do domingo (e controlar a agonia pra saber quem seria o líder máximo da nação), rumei rápida e rasteiramente para um banquete sem miséria. Afinal, eu merecia esse presente!
Chegando ao restaurante, fui vítima do fatídico interrogatório: “Você está sozinha?” seguido de “Não vem MESMO mais ninguém?”.
Toda mulher partidária do estilo “voo solo” de vida já sabe que chegar sozinha a um restaurante é encarar essa irritante aporrinhação.
Não sei o que mais nos azucrina: se a segunda pergunta (a primeira é plenamente justificável), se a palavra “mesmo” ou se é a cara de aflição do garçom. Seria um lamento por ocuparmos uma mesa inteira ou simplesmente uma reação de espanto involuntária por uma mulher jantando sozinha ser tão incomum quanto um ornitorrinco voador ou qualquer outro OCNI (“objeto comedor não identificado”)?
Pois bem, o motivo não interessa. Use esse incômodo em seu benefício! Especialmente em semanas como esta que sofremos uma overdose de ansiedade, revolta, descontentamento ou o seja lá o que for… Ou, então, simplesmente comemore o Halloween extravasando a bruxa que há em você! Quer conferir como? Veja alguns possíveis debates para seu puro deleite…
Debate 1:
Pergunta do Garçom: “Moça, você está sozinha?”
Resposta de Euzinha: “Sim. Só eu.”
Réplica do Garçom: “Não vem MESMO mais ninguém?”
Tréplica de Euzinha: “Meu caro, não queria lhe dizer, mas já que você perguntou… Voltei nesta semana da África, estou me sentindo mal com náuseas e febre e decidi evitar comer em casa com minha família. E se eu estiver com alguma doença contagiosa e passar pra eles? Assim, decidi comer longe das pessoas que mais amo…”
Debate 2:
Pergunta do Garçom: “Moça, você está sozinha?”
Resposta de Euzinha: “Procuro ficar o mais longe possível da mediocridade humana para que minha genialidade continue pura e intocável. [PAUSA DE EFEITO] E também por orientação do meu médico psicanalista.”
Debate 3:
Pergunta do Garçom: “Moça, você está sozinha?”
Resposta de Euzinha: “Como assim? Isso é alguma brincadeira? O meu namorado está sentado bem na minha frente! Você está cego?… E trate de lhe trazer um cardápio!”
No final do jantar, o derradeiro golpe de misericórdia:
Euzinha para o Garçom: “Você pode trazer a conta e a máquina do cartão? Meu namorado vai pagar. Ele é tão fofo, não é mesmo, ‘morzinho’?”












