Nem aplausos nem vaias
Somos individualistas por natureza, mas espécie social por necessidade. Dá para fazer um paralelo com o bando de leões que se junta para a caçada, mas luta entre si pela melhor parte.
Como muitos outros seres precisamos, de várias maneiras, uns dos outros. Instituições que nos acolham, desenvolvam, protejam e formem: família, amigos, igreja, clube, trabalho e etceteras. Pela imitação, exemplos, competição, solidariedade, inovação, alteridade, desenvolvemo-nos e afirmamo-nos.
Afinidades nos agrupam e desses agrupamentos surgem incompatibilidades de diversos tipos, pois somos contraditórios. Enfim, difíceis por natureza.
Tudo isso para demonstrar que embora tanto precisemos do outro, há muitos momentos em que devemos ser nós mesmos, para não só nos posicionarmos, mas para mantermos nossa integridade individual. Às vezes contra a família, nossos grupos de relações, a própria sociedade, pois estamos em luta pela nossa verdade. São vários os exemplos: mudar drasticamente de profissão, ficar um tempo sem trabalhar, ter outra postura sexual, abandonar a família, mudar ou cessar com a religião, fazer uma denúncia grave contra interesses escusos, denunciar um estupro, enfrentar um chefe abusado, enfim, qualquer coisa contra nosso grupo de relacionamento.
Nesse momento, temos de ter coragem, apostar nossas fichas de confiança e ignorar vaias ou aplausos, pois estaremos na linha de fogo fazendo algo em que acreditamos muito. Críticas ou apoio são menores do que nossa convicção em nossas escolhas e nossa força.
E assim crescemos…












