O que o Oscar fez por nós?
Cotidiano: adj. Que ocorre todo(s) o(s) dia(s); particular do dia a dia; diário.
s.m. Aquilo que acontece todo(s) o(s) dia(s); o que é banal; comum.
Quando um evento como o Oscar acontece, o mundo para por alguns instantes para prestigiar o glamour e significado artístico que ele concebe. Neste ano, para surpresa da plateia e da audiência, tivemos ainda um espetáculo à parte no que tange a temas políticos. Questões como o tratamento dado aos imigrantes e as desigualdades racial e de gênero revolucionaram os insossos discursos de agradecimento.
O efeito midiático desse levante foi quase que instantâneo. Em segundos houve um verdadeiro bombardeio de manchetes gritando em prol das tais causas sociais. É uma cadeia de curtidas, marcações e compartilhamentos, que forma pequenos exércitos, ressuscita militantes e resgata as estatísticas de desastres passados.
Ao encarar essa vitrine de notícias, algo martela compulsivamente meus pensamentos: houve algum momento outrora em que as desigualdades deixaram de existir ou as guardamos no cotidiano e a elas nos adaptamos?
Penso e encontro nesta interrogação o valor de termos levantado bandeiras de equidade em uma solenidade de alto prestígio, pois há nela um poder intrínseco de revolver a banalidade da rotina e com um escarro, nos devolver à face uma sociedade que ainda precisa ser fortalecida e reconstruída.
O porém da história é a espera pelo próximo convite de acesso à alta cúpula de cerimônias, em que, talvez, teremos novamente expostas as nossas marcas do dia a dia. E fica, na verdade, um desejo de que quando a mídia silenciar os seus gritos, ainda sobrem ecos suficientemente fortes que mantenham firmes as vozes.













Que seu desejo se realize, Glória! Aliás, fiquei perplexa com o posicionamento da Veja sobre essa importante bandeira levantada pela Patricia Arquette. Eles trataram o discurso da atriz como se ela estivesse reclamando do próprio salário. Lamentável e insensível ponto de vista da mais importante revista do país. Mas ainda bem que temos o Solteirar… #cadavezmaisfã