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Gosto do conforto dos amores platônicos.

Simplesmente resumido em “o amor pelo que ainda não é seu” e, pra ser sincera, na maioria das vezes não será mesmo.

Eles não me cobram muita coisa. Não preciso agir, interagir, seduzir ou sorrir; só preciso estar ali, disposta a admirar tudo que não posso ter.

Há sempre esperança, há sempre um “pode ser que dê certo” para nos manter conectados, ou melhor, me manter conectada.

Não comparo a graça da conquista com a dor da possível decepção. Simplesmente não quero tentar. Contento-me com esse “Show de Truman” que montei para nós.

O amor real nunca atingirá toda minha expectativa. Sou bastante criativa e no meu cenário estou feliz, estou completa. O amor platônico é um amor egoísta, é o meu amor por ele e fim. Não existem discussões por melhores caminhos ou entendimentos distorcidos de indiretas mal dadas. Estarei sempre certa, apesar de sempre só.

Se sou feliz? Talvez a felicidade seja a gestão da aceitação de tudo aquilo que não se pode ter e daí minha predisposição a amores já resolvidos, ou para o sim ou para o não. Não corro riscos, já sei o final de tudo isso, mesmo que seja eu sem ele e fim.

*“O Show de Truman” é um filme norte americano de 1998 dirigido por Peter Weir e escrito por Andrew Niccol.

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Sinceramente, não costumo reparar na roupa das pessoas, mas outro dia encontrei no banheiro uma mulher que passava dos seus 50 anos e, impulsivamente, foi aberta uma exceção. Ela usava um vestido sexy, não muito curto, mas agarrado ao corpo o suficiente para evidenciar todas as suas curvas e saliências.

Essa inocente personagem do meu dia não era dona de um corpo escultural, em seu conjunto de saliências somavam-se também aquelas desagradáveis que se aglutinam em nosso abdômen e em nossas coxas.

O que me chamou atenção para a cena é que não era alguém explorando seu poder de sedução. A sensação que tive foi a de ver um corpo enrolado em um pano e só, de forma que ela, simplesmente, já havia descartado todos os padrões pré-estabelecidos (por terceiros) para ter o direito de estar naquela peça.

Posteriormente, ouvi comentários clichês sobre o ridículo da combinação (vestido mais corpo), mas a minha leitura do fato é de que se trata muito mais de um ato de coragem do que qualquer outro exercício de exibicionismo gratuito. Vi aquele ser como a inspiração de algo que poucas pessoas fazem: vestir as peças escondidas no armário e sentir-se livre na convivência com seu próprio ridículo.

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