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Vladimir Putin, presidente da Rússia, sancionou a lei que assegura aos maridos russos o direito de bater em suas esposas e filhos uma vez por ano. Parte do mundo ocidental ficou chocada com tal decisão e alguns representantes de instituições russas, apoiaram o que chamaram de manutenção da tradição.
Eu não conhecia a lei russa, muito menos a tal tradição, mas fico indignada como alguns temas ainda são tão discrepantes nos tempos de hoje.
A Rússia é o 9º país em tamanho de população feminina, somando 78,5 milhões de mulheres, que correspondem a 53,7% da população do país. Sendo assim, seu Presidente acaba de declarar, que no mínimo 53% de sua população é suscetível à maus tratos, dentro de casa.
Em números oficias de 2013, sobre o abuso doméstico na Rússia: 600 mil mulheres sofriam abusos todos os anos, sendo que 14 mil morreram em decorrência de ferimentos causados por parceiros.
No Brasil, em 2016, comemoramos 10 anos da lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Além disso, por aqui, o dia 25 de novembro é comemorado como Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher.
Ainda assim, contabilizamos 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, número que coloca o Brasil no 5º lugar no ranking de países nesse tipo de crime. Segundo o Mapa da Violência 2015, dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que em 33,2% destes casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou ex. Essas quase 5 mil mortes representam 13 homicídios femininos diários em 2013.
Apesar disso, ainda temos muitos casos não denunciados no país, o que gera a impunidade e reincidência. A denúncia de violência doméstica pode ser feita em qualquer delegacia, com o registro de um boletim de ocorrência, pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), serviço da Secretaria de Políticas para as Mulheres ou ainda pelo aplicativo Clique 180.
A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país.
Precisamos exercer nossos direitos. Afinal, existem tantas mulheres, assim como as russas, que não possuem os mesmos mecanismos que estão disponíveis para nós, brasileiras.
Vamos fazer jus à evolução de nosso país. Vamos denunciar a violência doméstica.
Já experimentaram digitar no google, a frase título deste artigo? Pois bem, já tive essa experiência e o resultado é uma coleção de variadas listas de truques e dicas para mulher: 15 dicas para o corpo perfeito, 27 truques para cuidar da casa, 10 segredos de beleza, 5 passos para conquistar um namorado, 20 dicas de moda, 50 truques de maquiagem e mais um monte de outras dicas que teoricamente toda mulher deveria saber, independentemente de suas crenças ou estilo de vida.
Quando navego em algumas listas, meu humor oscila entre chorar de rir, de tristeza ou de raiva.
Imaginem a loucura que seria seguir se todas as mulheres decidissem seguir todas as listas. Ao abrir uma lista você segue a dica de ignorar o boy, depois ao abrir a próxima você aprende que o correto é dar os sinais de interesse. E não deixe de fazer aquela máscara de pepino enquanto responde as mensagens dele e usa limão para uma série de coisas. Mais tarde fica decepcionada consigo mesma ao descobrir que algumas das dicas que seguiu são contrarias as que constam da lista mais atualizada do momento. Devaneios a parte, não estou pregando que todas as listas são inúteis, mas não acredito que somos pessoas padronizadas, onde todas as dicas servem para todas as mulheres, ou que cada lista contém nobres verdades que todas as mulheres deveriam conhecer.
Sou daquelas que só procura conhecer o que realmente me interessa e no momento que interessa. Acredito que, assim como eu, cada mulher tem necessidades e curiosidades únicas.
Portanto, em minha visão, a única verdade que toda mulher deveria saber é que ela pode ser sim diferente de todas as listas. Saber que é um indivíduo único e deve se orgulhar disso. Que seguir padrões também é uma escolha, mas que criar sua própria realidade pode ser ainda mais revelador e prazeroso.
Naquela data nasceu um ser humano como outro qualquer. Seu estado físico e seus reflexos neurais estavam dentro de padrões médicos de uma saúde normal, portanto nascia sem restrições para enfrentar um mundo cheio de possibilidades.
Enfrentou vacinas, doenças, alegrias, tristezas e se desenvolveu até a fase adulta, sem grandes percalços. Teve tempo para aprender a falar, andar, amar, esbravejar, sorrir e tudo o mais que é possível durante a vida.
Ontem, encontrei com essa pessoa perfeitamente imperfeita. Em nosso papo, me revelou suas angústias e seus dilemas.
Me confessou ter atingido a paixão, mas que tem dúvidas sobre como seguir em frente. Essa pessoa está tomada pela angustia de decidir entre casar e ter filhos ou conhecer o mundo.
Até este momento nunca houve limitações para seus sonhos, mas agora se encontra em uma encruzilhada, entre carreira e família. Essa pessoa é intensa e quando escolhe algo se dedica incondicionalmente.
Ela chegou em uma etapa da vida, onde o gênero a diferencia do homem que pode ter nascido no mesmo momento que ela e com as mesmas condições. Ele não precisara decidir entre ser pai e ser executivo.
Porém, ela está em um momento em que escolher ser mãe, talvez a impeça de viajar a trabalho e crescer na carreira, pois não poderá passar noites no escritório sem que seus filhos sofram um abandono maternal.
Após alguns brindes, entendi que a principal preocupação dela não era em ser mãe dedicada ou em ser uma grande executiva. Ela estava em um período normal da vida da mulher que chega na fase adulta. Escolher entre um caminho e outro, mas o que mais a afligia eram as consequências sociais de cada caminho.
Como optar por ser mãe e do lar, ou com um emprego onde se dedicaria parte do tempo, e outro ficaria em casa, uma vez que as amigas estavam subindo na carreira?
Como abrir mão de todas as oportunidades que teve para chegar até aqui com sua formação impecável? O medo era de sentir culpada por desperdiçar oportunidades que muitas não tiveram, pois até este momento nunca lhe passou pela cabeça que ser uma mulher dedicada ao lar, não era falta de oportunidade e sim uma opção.
Por outro lado, era difícil imaginar-se como uma executiva viajando o mundo e passando noites no escritório, dedicando-se a um time ou a uma empresa, e abrindo mão de ser mãe. Neste caso, o medo era de abrir mão de um direito que a natureza lhe concedeu de gerar um filho e frustrar as expectativas de seus pais de serem avós, uma vez que ela é filha única.
Entendi os dilemas de minha amiga e de fato, em nossa sociedade atual, a encruzilhada é real. As duas possibilidades ainda não são viáveis de forma harmoniosa. Porém, ela nasceu em um pais onde é possível que uma mulher escolha um caminho. Ela não precisará enfrentar leis para fazer sua escolha, basta ouvir seu coração e saber o que a fará mais feliz. Basta ter coragem para declarar que está confortável com o caminho que escolheu seguir e todos, sejam seus filhos, seus pais ou seus colegas de trabalho, terão orgulho da mulher feliz que irá conviver com eles.
Lá estava eu na mesa de um bar quando ouço a célebre frase: “Muita mulher junta sempre dá confusão”. Quer ver como estas teses preconceituosas são facilmente destruídas?
Vamos por partes: vou começar com a tal da inveja, tão feminina, afinal dizem que nos vestimos para as mulheres. Veja bem, se tenho um compromisso importante e preciso de uma roupa à altura, sempre procuro uma amiga para uma opinião e não faltam amigas para emprestar um vestido, uma bolsa e principalmente uma palavra de incentivo quando olho no espelho e vejo aquele quilo a mais pesando na roupa.
Situação I: procura-se a inveja desesperadamente, porque não foi encontrada.
Agora vamos falar de preconceito, ou críticas excessivas, quer algo mais preconceituoso que as brincadeiras em relação a mulher, como: “Se não casou até os 35 anos, melhor se afastar porque deve ser problemática”, ou “As mulheres são mais competitivas, por isso são mais agressivas que os homens no trabalho”, mas a pior de todas, “Ela é tão gostosinha, nem precisa ser inteligente”. Todas estas frases só ouvi da boca dos homens.
Situação II: O preconceito é a melhor estratégia de ataque usada por quem não tem coragem de levar a vida segundo seus princípios e precisa de frases feitas para dizer a sociedade e então sentir-se integrado.
Sentimentos obsessivos: dizem que as mulheres são ciumentas demais, sempre querem controlar a vida dos seus companheiros, pena que não temos um estudo estatístico sobre o tema, mas esta reportagem do O Dia, aqui do Rio de Janeiro, aponta que homens matam mais por ciúmes que as mulheres:
http://odia.ig.com.br/portal/rio/o-monstro-do-ci%C3%BAme-especialistas-analisam-mortes-por-crimes-passionais-1.543606
Situação III: A obsessão é uma doença que aflige muito mais o universo masculino.
Meninos, tudo bem assumirem suas inseguranças, não precisa matar por isso.
Tenho certeza que no seu dia a dia você se vê em todas estas situações, quando discute o tema é taxada como a chata feminista e se tenta ignorar fica com o sapo atravessado na garganta. Sugestão, faça-os pensar que são inteligentes e deixe a soberba deles falar.
A melhor resposta a tudo isso é a sua maneira de viver em liberdade, o seu sucesso e principalmente a sua autoestima em alta. Para casos abusivos, onde a brincadeira chega ao ataque verbal, dê apenas um único olhar, pois esta reação é igual a bater o pé para um cãozinho que late porque tem medo, e neste caso, o medo é da superioridade da raça Feminina.
Fiquem tranquilas meninas, a conversa terminou bem, eu diria que a conversa foi até bem prazerosa.
É difícil de assumir, e sempre que me perguntam se tenho medo de relacionamento, eu nego. Porém, a verdade é que tenho medo de relacionamento sim.
Tenho medo de perder minha liberdade, medo de ter que vincular a minha felicidade à presença de alguém.
Tenho medo de me comprometer com algo que não serei capaz de cumprir, medo de fingir para agradar.
E qual a razão de eu não assumir que tenho medo? O único motivo é ter preguiça de explicar. Sei que a próxima frase será “Você precisa perder esse medo”.
No entanto, este é um medo que não quero perder. Uma vez ouvi uma frase “Coragem não é ausência do medo e sim um modo de enfrentá-lo”. Por isso, não quero perder meu medo de relacionamento, mas talvez eu encontre alguém ao longo do caminho que valha a pena ter coragem de me relacionar.
E você? Tem medo de se relacionar? Como é esse medo? É uma sensação paralisante ou que te move? É uma sentimento que te aflige ou você consegue conviver com ele? Entenda que não há problema nenhum em ter medo, desde que isso não lhe torne uma pessoa infeliz.
No verão sou calor, sou fogo que arde a alma
Sou quente como um vulcão que te faz perder a calma
No inverno sou afago, sou tristeza e melancolia
Sou serena como a neve, me transformo em agonia
Na primavera sou flor, sou cheiro de fantasia
Sou cores, sou amor que te traz a alegria
No outono sou silencio que cala meus devaneios
Sou pausa, sou tensão de um coração cheio de anseios
Sou a mesma o ano todo, um conjunto de emoções
Mas se quiser me conhecer, fique comigo as quatro estações
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