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Dizem que a solidão é triste e angustiante. Talvez porque os momentos de isolamento nos provoque reflexões das quais fugimos por meio de companhias, entretenimento ou outra ocupação como trabalho e estudos.
Sou uma pessoa muito agitada. Trabalho muito, tenho filhos e cachorros para cuidar. Nossa casa está sempre cheia de amigos e familiares. Mas confesso que tem alguns dias que tenho vontade de me enfiar em um buraco para ver se consigo ficar sozinha um pouco.
À medida que os anos passam, tenho sentido cada vez mais essa necessidade de isolamento reflexivo. É como se fosse um momento para respirar, fazer planos ou simplesmente esvaziar a cabeça.
Nos últimos feriados optei por ficar em casa, fazendo trabalhos manuais, mudando a decoração ou passeando por lojas sem fazer grandes compras, conhecendo restaurantes sem ninguém para dividir a mesa.
Sempre gostei de ir sozinha ao cinema, exposições e teatro. Adoro esses momentos.
Quando chega a segunda-feira e meus amigos perguntam como foi o final de semana, ao relatar que fiquei sozinha, percebo os rostos de compaixão e às vezes ouço um questionamento se de fato estou bem.
As pessoas não conseguem entender que minha solidão é uma opção prazerosa. Sei que tenho com quem contar para todos os momentos. Sou amiga de diversas tribos, portanto posso ter companhia pra ir onde quiser.
Comprovei que quando a solidão é uma opção, ela se torna a melhor companheira para o bem estar mental e físico. Não tenha medo de criar e aproveitar momentos de solidão. Você vai descobrir um mundo mágico interior
Responda rápido a pergunta do título. Se a sua resposta foi um sim direto e claro, você sabe o que é felicidade para você. Porém, se sua resposta foi “Sim, apesar de…”, “Sim, mas…” ou “Acho que sim”, pense bem no seu conceito de felicidade.
Existe uma pressão da sociedade que impõe que pessoas felizes precisam de dinheiro, devem ser magras, com relacionamento amoroso e outras tantas regras sociais propagadas por meio da mídia.
Há tempos eu acreditei que deveria ser assim, eu era magra, trabalhava muito, queria ser diretora de uma grande empresa e ter um casamento feliz para sempre.
Em relação ao trabalho, quanto mais eu me aproximava da cúpula das empresas onde trabalhei, mais percebia que o estilo de vida e os valores morais exigidos para se estar no topo de grandes organizações não combinavam com o que me fazia feliz. Em alguns momentos me senti agredida ao ter que assumir alguns posicionamentos corporativos, em outros me senti vendendo horas que podiam ser usadas em meu enriquecimento pessoal para garantir o meu enriquecimento apenas financeiro.
Em determinado momento, meu objetivo com o trabalho deixou de ser chegar ao topo. Não era esse o estilo de vida que me faria feliz. Continuei me dedicando ao trabalho e me dedico até hoje, porém com outro objetivo. Como estamos no Brasil, ter uma remuneração que me permitisse depender cada vez menos do governo me traria tranquilidade. Afinal, enfrentar filas para obter atendimento médico para minha mãe ou meu filho me dá pavor.
Logo, minha felicidade estava em uma relação de minimizar uma dependência em relação a algo que me incomodava.
Após os 20 anos minha relação com a balança se inverteu. Até este momento eu podia comer tudo sem me exercitar sem que um grama fosse adicionado ao meu peso. Quando cheguei aos 30 anos já tinha engordado mais de 10 quilos. Tentei lutar contra isso, fazendo academia e fazendo dieta, mas só conseguia me manter magra enquanto o meu foco era esse. Toda vez que eu priorizava outra coisa, como a relação com meu filho, ou um projeto pessoal ou profissional, lá estavam os quilos de volta. Porém, ao começar a fazer check-up médico anual, percebi que existe um peso que não me permite entrar em um jeans 40, mas que não afeta meus índices de pessoa saudável.
Logo, minha felicidade está em priorizar o que cada etapa me pede, comer o que tenho vontade, sem precisar ser escrava de um guarda-roupas e sim apenas ter atenção com a minha saúde.
Já em relação ao sonho do “felizes para sempre”, embora tivesse minhas dúvidas sobre a existência do conceito, eu me permiti tentar. Me casei e tive meu filho. Exercitei o papel de esposa dedicada e mãe. Descobri que, para mim, o conceito de me anular como esposa dedicada e ter as oportunidades limitadas pelos domingos no sofá não me fazia feliz. Eu não era o tipo de esposa que eu tinha aprendido ao longo da vida. Porém, o lado mãe é a minha cara. Portanto, aprendi que ter uma família me fazia muito feliz, mas que família é compartilhamento, é doação sem pedir nada em troca, desde que seja confortável.
A resposta da minha pergunta é sempre “SIM”. Sou uma mãe solteira, com sobrepeso e sem dinheiro para comprar roupas da moda ou viajar anualmente para o exterior. Mas tenho tudo o que preciso para ser feliz. Amo minha vida, minha paz e meu estilo de vida.
Encontre sua fórmula da felicidade, independente dos conceitos de felicidade da sociedade, da sua família ou do seu vizinho. Felicidade é um conceito sob medida, descubra a sua e Seja Feliz.
Eu não nasci assim, não cresci assim, e a única certeza que tenho é que não serei sempre assim. Como dizia a música “Modinha para Gabriela”, quando eu vim ao mundo não atinava em nada, mas são tantas experiências e tantas situações vividas que, a cada ano, me torno uma nova mulher.
Eu optei por experimentar e descobri que o significado de viver é composto por vários verbos, e, consequentemente, muita ação. Viver é saborear, explorar, gozar, sentir, viajar, paquerar, transar, chorar, sorrir e tantos outras coisas que já provei e que ainda vou provar, ou até outras que nunca provarei.
Em comum com Gabriela tenho minha cara de garota travessa. Mesmo em momentos de sobriedade, serenidade e discrição, ouço pessoas me dizendo que eu tenho cara de quem apronta muito. Talvez essa seja minha essência.
Mas não sou a mesma Renata que meus pais criaram, nem mesmo sou seguidora da religião que eles escolheram. Obviamente minha infância contribuiu para minha formação, mas não me definiu para sempre.
Sou o resultado de minhas relações. Cada pessoa que passou pela minha vida, de forma relevante ou não, conseguiram me transformar. Se notamos a presença de uma pessoa, seja por um olhar ou por seus atos, seja por um momento ou por uma vida, pode causar uma transformação. Se uma pessoa te provocou alguma sensação, pode ser até desprezo, com certeza algo foi acrescentado em sua memória e seu julgamento de valor.
Sou a soma das aventuras e desventuras vividas. Sou uma sobrevivente de dores que pareceram intermináveis ou mortais, e que um dia cessaram. Serei ainda melhor e mais completa ao longo dos anos, pois ainda tenho muito para viver.
Serei um pouco Renata, um pouco Sonia, um pouco Angela, talvez Ricardo, ou até mesmo João, mas espero ter contagiado tanto quanto fui contagiada por outros seres tão complexos quanto eu.
Ser Gabriela é fácil, o desafio é ser você mesma.
Geralmente, não ter um relacionamento é algo que nem percebo em meu cotidiano. A vida é tão corrida, entre a profissional e mãe que me perco em minha rotina. Quando tenho um tempo livre, quando meu filho está com o pai, curto minhas amigas, vou ao teatro, uma paquera aqui outra ali, mas nunca pensei em trazer alguém para o contexto da minha vida.
Porém, quando todos começam a falar no dia dos namorados, quando sou consultada por amigos e amigas sobre o que fazer ou comprar para agradar seus parceiros, percebo que tenho um potencial desperdiçado.
Sempre fui eu quem pediu o término de meus relacionamentos. Até hoje, os meus ex que tiveram mais relevância comentam que fui a mulher que transformou suas vidas. Tenho um ótimo relacionamento com os ex e suas respectivas namoradas ou esposas.
Fico observando que eles não serviram para mim, mas encontraram seus pares e vivem ótimos romances, não nos moldes que eu acredito, mas ótimos para eles.
Quando estou em um relacionamento sou dedicada, sou “Amélia”, sou parceira, mas sou muito crítica, exijo vitalidade, evolução, diversão, parceria, e acho que são tantas expectativas que acabo frustrando meus pares, que nunca conseguem ser bons o suficiente e me entediam por não ver neles alguém que eu admire e me inspire.
Enfim, chegou o mês de Junho. É nesse período que me pergunto: “Onde está meu namorado?” Aquele que vai atender todos os requisitos ou que vai me fazer abrir mão de tantas exigências.
Ao ler o texto “Sabático Sexual” da minha amiga Renata Rios, a seguinte frase me veio à cabeça: Renatinha é uma “mulher de fases”. Sempre ouvi o termo como sendo pejorativo, com o significado de que mulheres são inconstantes.
Refletindo um pouco sobre isso e fazendo um paralelo com minha vida, cheguei à conclusão que o termo “mulher de fases” me descreve muito bem e fiquei imensamente feliz.
Fases exigem mudanças e para mudar precisamos nos adaptar a uma nova situação. É justamente por isso que, como cantava Raul Seixas, prefiro ser essa metamorfose ambulante.
Pessoas que não se arriscam, não precisam mudar e são vistas como constantes. Prefiro ser mulher de fases. Houve um fase em que tudo o que eu queria era balada, outra em que os estudos me consumiam e fiquei avessa às badalações. Isso não significa que eu tinha deixado de gostar de baladas, apenas esse tipo de diversão não era o que eu estava buscando no momento e meu foco estava em outros objetivos.
Lembro-me que tive uma fase em que a minha dedicação era toda ao trabalho e eu não tinha tempo para mais nada e também não tinha vontade de fazer outra coisa. Foi a minha fase workaholic. Já tive minha fase de mulher casada e muito dedicada ao marido, outra de mulher solteira paqueradora e ainda a fase super mamãe onde os únicos temas que me prendiam a atenção estavam relacionados a fraldas, amamentação ou bem estar infantil.
Cada uma dessas fases me trouxe uma nova experiência e deixou algum legado no meu caráter, me tornando a mulher que sou. Por isso, adoro ser mulher de fases. Quanto mais fases a mulher passar na vida, mais completa ela se torna.
O segredo é viver cada fase intensamente, absorver cada aprendizado e ser feliz em cada etapa. Ser uma mulher de fases é gratificante. Encare isso e boa fase para você!
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