Quando daí eu sai
Nem podia imaginar
O quanto cresci e vivi
Sem deixar de te lembrar
Cada som que ouço agora
Cada cheiro que me envolve
Me remete a outrora
Como a força que me move
Sou brava e sou bem forte
Grito, bato e reconheço
Povo, eu não sou do Norte
Mas tenho todo o apreço
Sou do Sul e todos sabem
Tenho essência da fronteira
As raízes que me cabem
Permitem eu ser faceira
Meu Rio Grande amo ainda
Mas a vida me afastou
No meu peito nunca finda
O amor que se plantou
Você…
Fez falta pela ausência
Fez falta desde a infância
Fez falta pela carência
Fez falta pela importância
Você…
Faz falta porque foi cedo
Faz falta que até dói
Faz falta que deixou medo
Um medo que me corrói.

Solteirar.com
A ti meu amigo fiel
Dedico esse poema
Não quero que leias ao léu
Quero que pense no tema
Ter poemas para ler
É como não ser mais sozinho
Por isso vou te escrever
Para que leves meu carinho
Quero deixar-te a alegria
Em forma de mandamento
A última estrofe da poesia
Leve sempre em pensamento
É virtude da humanidade
Conhecer a poesia
Quando passa a mocidade
Ela devolve a fantasia.
Sinto esta mulher. O tato. O arrepio. A minha pele.
Prolonga-se o negro nessa cena atemporal.
São sons que coexistem.
São retratos de possibilidades não exaustivas que se tocam, se confundem e se alinham.
Enlaçam-se o real e o seu complemento.
Na utopia do desejo, já sedenta, a flor se abre…
Esvai-se. Transborda. Falece. Renasce.
É o fim, mas os sons coexistem.
O silêncio se faz, ainda que os gritos não cessem.
Não sabemos, mas na verdade estamos surdos.