Ter saudades até que é bom
O inverno, em geral, deixa a maioria das pessoas melancólicas e saudosas. Em alguns desses momentos tomamos decisões erradas. Eu, como pobre mortal, não sou diferente e nem menos suscetível a esse tipo de emoções.
Embora seja independente, e tenha uma vida bem dinâmica e divertida, por vezes me sinto melancólica e sinto falta de ter saudades. Em minha última reflexão passei a analisar a frase do Caetano Veloso “Ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio”.
E aí vai um desabafo terapêutico. Tenho caminhado vazia em relação a saudade de um amor. Tenho saudades de momentos, de situações, de amigos, de parentes, e de muitas coisas. Porém, não tenho saudades de ter alguém ao lado em compromisso amoroso. Não tenho saudades de um rosto ou de um corpo especifico.
Percebi que a decepção que meus amores me trouxeram, geraram falta de admiração. Então, por mais que eu tenha tido períodos de sexo bom e bons relacionamentos, eles não foram suficientes para me deixar saudades.
Em dia de frio e chuva, ou ao ouvir uma canção romântica, tento buscar em meu relicário amoroso alguém que me faça o peito doer. Infelizmente não encontro.
Realmente considero caminhar vazio um tanto triste. Sinto falta de ter aquela saudade que me faltava o ar, saudade de lembrar de um toque que me arrepie o corpo, não por tesão, mas por emoção.
Porém, não vim ao mundo para ser triste, e por isso coleciono bons momentos para lembrar não necessariamente vinculados aos amor passional por um homem, mas por amor livre dos amigos, dos lugares e das situações marcantes e emocionantes que vivi.
Ter saudade até que é bom e caminhar vazio depende de suas experiências vividas. Viva intensamente e nunca será completamente vazio. No mínimo, será um coração meio cheio.












