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felicidade
Ano de 2017 e ainda discutimos esse assunto. Sinal de que ainda há muito preconceito e ainda há muito que continuar debatendo. Por que uma mulher bem sucedida e de bem com a vida não pode ser solteira? Por que ser feliz está condicionado a um relacionamento?
“Não sou feliz, mas tenho marido”. “Meu casamento não está bem, mas não posso me separar.” Esses ainda são lemas de muitas mulheres, principalmente daquelas que se incomodam com a solteirice alheia. Infelizmente, as mulheres são também fomentadoras desse preconceito que já deveria ter acabado há tempo, na época de nossas avós.
Se você está solteira, as pessoas logo pensam que você está à disposição, saindo com vários. Ou seja, você é uma galinha. Se você está namorando, não importa quem, já tem algum mérito e ganha alguns pontos nessa corrida desenfreada de ter que se casar, pois você teve talento pra conseguir arrumar um namorado.
Se você está noiva, não importa ainda de quem, mais e mais pontos conquistados. O que importa é que você está de aliança no dedo para esfregar na cara de todos! Se o pretendido for feio, não tem problema, basta escondê-lo. Agora, se ele for um gato e rico, importante postar muitas fotos com ele no facebook e dar um festão de noivado ou de casamento, afinal quanto mais pessoas souberem, maior será sua reputação de mulher.
Se você já é casada, 100 pontos. Sua condição de mulher bem sucedida e feliz é inquestionável. Afinal, as casadas, são as casadas. Você tem um homem exclusivo para chamar de seu. Ainda que ele possa não ser tã o exclusivo assim, aos olhos da sociedade, ele oficialmente é seu.
Finalmente, se você é casada e tem filhos, 1.000 pontos. Você é praticamente uma santa na terra, a mulher mais perfeita desse mundo.
Moral da história: mulher casada e com filhos, vale muitos e muitos pontos. Mulher solteira não vale nada.
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E aí você chega aos 40 anos solteira, sem filhos e sem namorado, o que fazer? Parece que a história chegou ao fim, não é mesmo?! Mas talvez seja apenas o momento de começar a contar uma nova história.
No mundinho chamado de perfeito, escrito e descrito por uma sociedade arcaica, não haverá mais história alegre. A solteirona quarentona estará destinada a viver à margem da sociedade, como se fosse um ser que sofre de uma doença degenerativa, que merece todo o pesar e consideração de quem tiver um tempinho para lhe conceder.
Você achou um exagero? Fico feliz por você ler isso e torcer o seu nariz, e esta reação me faz crer que ainda há chance para uma sociedade mais justa.
Acredito que a melhor resposta para os olhares descrentes de que existe felicidade para uma mulher solteira aos 40 anos veio de uma das nossas seguidoras. Sim, ela pensou em casar, achou que poderia ser legal formar uma família, mas quando não aconteceu ela tomou a sábia decisão de fazer uma comemoração incrível, para celebrar todas as conquistas que teve até chegar aos 40 anos linda e bem resolvida (financeira e emocionalmente).
Mais do que isso, ela deixou claro que tem muitos sonhos ainda para viver. Também há muita energia para concretizar seus planos, muita beleza para desfilar e determinação de sobra para ser muito feliz!
E para chegar lá, no lugar onde os sonhos apontam, ela conta com outras virtudes, que vão muito além da carinha de pele lisinha. Ela tem a experiência para desviar a sua vida de ilusões vazias, a coragem para viver sem a aprovação dos preconceituosos e já identificou os amigos que irão acompanha-la a cada conquista e a cada perda, ou seja, ela tem pessoas certas ao seu lado, que viverão com ela na alegria e na tristeza, até que a morte os separe.
Então, se você tem amigas ou até mesmo amigos na mesma condição, porém tristes porque olham no espelho e veem as ruguinhas, características deste momento de vida, sugira que faça uma festa, se afaste dos pessimistas e olhe para frente vislumbrando o futuro como uma oportunidade de viver novas experiências, porque aquelas sensações de quem tinha vinte ou trinta anos não precisam se revividas, pois a vida acontece agora e cada etapa tem um encanto especial.
Não vou te prometer ficar a seu lado até que a morte nos separe
Esperar a morte é muito sádico para delimitar nossa felicidade
Não quero cuidar de você, nem quero que cuides de mim
Cuidar de alguém é muita responsabilidade para uma vida
Não quero ser seu primeiro amor
Pois não acredito que até hoje nunca tenhas amado
Não te direi que serás meu único amor
Sou capaz de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo
Promessas, cuidados e exclusividade não farão do nosso relacionamento o único nem o
primeiro, mas tenho certeza que nos momentos que estivermos juntos serei seu melhor
amor.
Responda rápido a pergunta do título. Se a sua resposta foi um sim direto e claro, você sabe o que é felicidade para você. Porém, se sua resposta foi “Sim, apesar de…”, “Sim, mas…” ou “Acho que sim”, pense bem no seu conceito de felicidade.
Existe uma pressão da sociedade que impõe que pessoas felizes precisam de dinheiro, devem ser magras, com relacionamento amoroso e outras tantas regras sociais propagadas por meio da mídia.
Há tempos eu acreditei que deveria ser assim, eu era magra, trabalhava muito, queria ser diretora de uma grande empresa e ter um casamento feliz para sempre.
Em relação ao trabalho, quanto mais eu me aproximava da cúpula das empresas onde trabalhei, mais percebia que o estilo de vida e os valores morais exigidos para se estar no topo de grandes organizações não combinavam com o que me fazia feliz. Em alguns momentos me senti agredida ao ter que assumir alguns posicionamentos corporativos, em outros me senti vendendo horas que podiam ser usadas em meu enriquecimento pessoal para garantir o meu enriquecimento apenas financeiro.
Em determinado momento, meu objetivo com o trabalho deixou de ser chegar ao topo. Não era esse o estilo de vida que me faria feliz. Continuei me dedicando ao trabalho e me dedico até hoje, porém com outro objetivo. Como estamos no Brasil, ter uma remuneração que me permitisse depender cada vez menos do governo me traria tranquilidade. Afinal, enfrentar filas para obter atendimento médico para minha mãe ou meu filho me dá pavor.
Logo, minha felicidade estava em uma relação de minimizar uma dependência em relação a algo que me incomodava.
Após os 20 anos minha relação com a balança se inverteu. Até este momento eu podia comer tudo sem me exercitar sem que um grama fosse adicionado ao meu peso. Quando cheguei aos 30 anos já tinha engordado mais de 10 quilos. Tentei lutar contra isso, fazendo academia e fazendo dieta, mas só conseguia me manter magra enquanto o meu foco era esse. Toda vez que eu priorizava outra coisa, como a relação com meu filho, ou um projeto pessoal ou profissional, lá estavam os quilos de volta. Porém, ao começar a fazer check-up médico anual, percebi que existe um peso que não me permite entrar em um jeans 40, mas que não afeta meus índices de pessoa saudável.
Logo, minha felicidade está em priorizar o que cada etapa me pede, comer o que tenho vontade, sem precisar ser escrava de um guarda-roupas e sim apenas ter atenção com a minha saúde.
Já em relação ao sonho do “felizes para sempre”, embora tivesse minhas dúvidas sobre a existência do conceito, eu me permiti tentar. Me casei e tive meu filho. Exercitei o papel de esposa dedicada e mãe. Descobri que, para mim, o conceito de me anular como esposa dedicada e ter as oportunidades limitadas pelos domingos no sofá não me fazia feliz. Eu não era o tipo de esposa que eu tinha aprendido ao longo da vida. Porém, o lado mãe é a minha cara. Portanto, aprendi que ter uma família me fazia muito feliz, mas que família é compartilhamento, é doação sem pedir nada em troca, desde que seja confortável.
A resposta da minha pergunta é sempre “SIM”. Sou uma mãe solteira, com sobrepeso e sem dinheiro para comprar roupas da moda ou viajar anualmente para o exterior. Mas tenho tudo o que preciso para ser feliz. Amo minha vida, minha paz e meu estilo de vida.
Encontre sua fórmula da felicidade, independente dos conceitos de felicidade da sociedade, da sua família ou do seu vizinho. Felicidade é um conceito sob medida, descubra a sua e Seja Feliz.
Desde criança eu não sonhei em casar de véu e grinalda. É verdade que sempre tive o sonho de ser princesa e, nesse caso, o vestido de noiva até chegava perto de ser a vestimenta para realizar a minha vida na realeza. Porém, a marcha nupcial sempre me causou um verdadeiro horror!
Nos meus sonhos, eu sempre fui independente. Tinha um belo carro conversível, uma casa descolada, fazia viagens incríveis e tinha um excelente companheiro. Esse marido dos meus sonhos era um cara de sorriso fácil, honesto, inteligente, bem humorado a ponto de me tirar risos espontâneos.
Talvez esteja aí a explicação de porquê meus relacionamentos têm efeito submarino, feitos para naufragar (como disse Miguel Falabella, em sua peça “Submarino”). Provavelmente minha expectativa está muito alta para esta sociedade conservadora, que se orgulha de padrões vazios de sentimentos reais.
A cerimônia de casamento nunca me importou. Sempre estive à procura, e ainda acredito que irei encontrar, de uma união entre vidas onde o mais importante será viver a tal da felicidade em estar juntos, mesmo em momentos de adversidade.
Sim, sou sonhadora, porém sei bem que as pessoas soltam gases, têm mal humor, suam, roncam, mas, mesmo assim, acredito no sentimento que motiva as pessoas a viverem juntas. Outro ponto importante, que eu também não sonhei, dividir a mesma cama, casa, estar colado o tempo todo para dizer que está casado. O casamento para mim está no coração, no sentimento que une duas pessoas a quererem estar juntas. Claro que sonho em dividir a mesma cama, até porque não curto sexo virtual, mas isso não significa que eu preciso dormir todas as noites junto com alguém, principalmente se esta pessoa sofrer de apnéia.
Tenho minhas esquisitices, gosto de respeitar o esquisito de cada um e, definitivamente, os padrões da sociedade muitas vezes sufocam as minhas necessidades básicas. Tudo isso junto, forma um tipo de repelente de homens, que se sentem perdidos neste turbilhão de emoções não descritas nos livros de história.
Estar fora do padrão causa bastante sofrimento, às vezes me pego pensando se valeu realmente a pena viver de acordo com os meus próprios padrões. Mas, neste momento, lembro que se eu não fosse eu mesma, provavelmente Juliette Silva, seria apenas um nome em algum cartório da cidade maravilhosa.
Não tenho como mudar a sociedade, mas vou vivendo de acordo com os padrões que eu acredito, incomodando alguns, fazendo outros rirem e plantando sementes de um mundo livre de convenções que nos aprisionam.
Tá sol lá fora! Vou continuar minhas reflexões na praia, tomando mate com limão e comendo biscoito Globo.
Sabe aqueles dias em as coisas não vão muito bem?
Perdi a paciência com minha mãe.
Gastei muito tempo com uma pessoa que não tinha um bom caráter.
Dei pouca atenção para um amigo querido, porque estava atrasada.
Não planejei meu gastos e comprei sapatos demais e roupas que não combinavam com nada.
Enfim, naquele momento me senti a pessoa mais errada do mundo.
Fui à praia, corri um pouco no calçadão e sentei para apreciar o pôr do sol.
Primeiro passaram dois senhores conversando sobre política.
Então vieram duas babás e vi o sorriso das crianças.
Passou por mim uma pessoa na cadeira de rodas, bastante debilitada para andar, mas com um sorriso muito mais forte que aquele dia sombrio.
Entrei no mar para refrescar o corpo e lavar a alma.
Enquanto saía do mar, passei por um casal brigando.
E, na sequência, cruzei com um bando de homens gritando atrás da bola (devia ser futebol, mas a bola ganhava em disparada).
Então vi o semblante cansado do rapaz que guardava os guarda sóis.
Mas, quando me virei triste, pensando que todos pareciam estar em um dia difícil, ouvi alguém cantando um samba do passado, a letra era familiar, apesar de não conseguir cantar junto.
Ali estava o gari, feliz da vida, limpando a praia e cantando o seu samba.
Logo me convenci que ainda havia esperança para mim. Uma pessoa meio atrapalhada, mas um ser humano que também tem qualidades e que pode resolver todas as bagunças que cria para a sua própria vida.
Se você se reconheceu em alguma destas situações, ou em todas, não desista!
Sempre há um motivo para reencontrar a felicidade.
Se, por acaso, faltar forças ou criatividade, observe a vida e imite todos os gestos felizes que encontrar.
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