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felicidade
Ser Feliz. Um complexo de sensações simples:
Comer a sobremesa favorita;
Rir pela lembrança de um momento divertido em público e atrair olhares curiosos;
Colocar aquela calça que não servia;
Achar um dinheiro no bolso;
Não ter expectativas e ser surpreendido;
Cheiros que remetem a boas lembranças;
Se divertir com os próprios erros;
Viajar;
Conhecer algo novo;
Perceber que consegue fazer algo que sempre acreditou ser impossível para você;
Aquela brisa que beija seu rosto em um dia muito quente;
Um banho quente quando se está com frio;
Um papo animado com as (os) amigas (os);
Beber uma taça de vinho;
Fazer sexo;
Cuidar de si mesma;
Rir com a gargalhada dos outros;
Simplesmente fazer nada!
Talvez você já saiba de tudo isso e tenha uma lista enorme para complementar a minha, mas lhe pergunto: você pratica?
Percebi que vivia muito mais para satisfazer aos compromissos da sociedade, ao invés de saciar meu desejo primário, Ser Feliz.
Assim como escovo meus dentes, decidi que terei ao menos uma sensação de felicidade por dia. Difícil? Talvez seja uma escolha, um hábito, e, como diz o poeta, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.
Encontre o seu jeito de ser feliz, porque à sua volta tem um monte de gente sufocando sua felicidade para garantir que você esteja adestrado para viver a infelicidade dos padrões da sociedade.
Agora vou parar por aqui e dar uma chegada no Arpoador para apreciar o pôr do sol.
Chega uma hora que tudo tem que se resolver.
As promessas de dieta e de amor próprio devem ser cumpridas.
As metas alcançadas, as mancadas perdoadas e a paz recuperada.
A solidão deixada, o amor encontrado (se você assim desejar) e o final encarado.
É, chega uma hora que tudo que ficou pelo caminho deve ser recolhido e, de preferência, reciclado.
Passa rápido.
Parece que o equilíbrio tem que surgir na sua vida de uma forma certeira e eficaz.
Estabilidade.
Familiar, profissional, emocional! Tem que dar certo!
Como, se nem o “auto-definir-se” aconteceu ainda?
Encaixar-se, e aceitar que os desafios da vida uma hora têm que cessar.
Que seu tempo acaba, a vida passa e as famosas luzes do palco também vão se apagar.
Contentar-se. Já que uma vida vaga é bem pior que viver a se desculpar.
Não é por nada, mas com qual intensidade as metas que criamos para alcançar um sucesso idealizado nos têm usurpado dos pequenos prazeres da vida?
Abdicamos diariamente da liberdade dos pés descalços pelo requinte e formalidade dos saltos agulha. Almoçamos as atividades que não couberam nas outras 14 horas de expediente e voltamos ao escritório para assistir reuniões de puro engodo.
Reforçamos uma imagem incorruptível e de excelência. Mas, quanto se vive enclausurada no armário? Quanta sede dissimulada por pequenas doses? Quanta opinião em silêncio? Quanta maquiagem retocada?
Dormimos na exaustão das metas até que o despertador nos convoque para sermos a protagonista na fábula de outro slide. Caminhamos como sobreviventes até que a sexta-feira chegue e, com ela, a prerrogativa de poder extravasar nossa crise crônica consumindo o ócio.
Não namoramos durante a semana. Não saímos para dançar. Não vamos ao estádio ver o “timão”.
O algoritmo da rotina nos faz flutuar do apartamento ao carro e do carro ao escritório com pequenas pausas de ambiente sem ar-condicionado. Ao volante, qualquer percurso é de exaustão, as buzinas não nos deixam ouvir o rádio nem os nossos pensamentos.
É um laço, é uma corrente, e também somos um elo para que o ciclo recomece.
É preciso ter ímpeto para fugir dessa cadeia. É preciso dizer sim às aventuras que ficam do outro lado da fronteira cotidiana. É preciso mudar a rota que nos tira e nos devolve ao lar. Alguns dias é preciso por a cara na janela para respirar a vida.
Passei muito tempo me culpando por não ter a vida no modelo que sempre me disseram que era o certo de se viver, casada com filhos. Tamanha era minha inconformidade por estar fora do padrão, que logo avisei as meninas, quando o blog ainda era um sonho: Olha só, eu estaria casada se tivesse rolado, querem mesmo que eu seja blogueira? Após a gargalhada geral, por eu ser solteira por opção deles, me dei conta que eu sou uma expert na vida solteira e que as frustrações por não pertencer ao lugar comum são muito pequenas diante das alegrias que a liberdade me proporciona.
A liberdade de acordar descabelada, com bafo, me coçar e rir da minha cara com os meus erros na culinária não seriam permitidos se eu tivesse o compromisso de viver com um ser barbado do meu lado. Poder ir e vir quando e como eu quiser, são pequenos prazeres tão intensos como uma grande paixão, até porque, esse amor próprio, também me causa um bem estar enorme.
Mas como toda paixão, a vida comigo mesma também tem seus baixos. No momento em que me aparece uma barata, tudo o que eu mais quero é um príncipe que mate a asquerosa famigerada que resolveu invadir o território sagrado do meu reino!
Tenho meus casos amorosos, mas é claro que sinto falta de ter um companheiro. Tem coisas bem bacanas na vida a dois, o problema é que ainda não encontrei o modelo perfeito de relacionamento, e nem achei o cara corajoso o suficiente para se entregar com suas qualidades e defeitos para viver uma vida em parceria, com o objetivo de ser feliz para si mesmo com alguém ao seu lado, sem se preocupar com o que a sociedade tem a dizer.
*Modelo perfeito de relacionamento = entrega e respeito.
Esta tal de sociedade também é bem chata. Me digam, como é possível a humanidade ter criado tantas regras para cuidar da vida do outro, como se viver fosse um grande Big Brother, e não conseguir evitar guerras, mal tratos, violências, etc?
Escolhi e fui escolhida para Solteirar porque acredito que o ser humano não é uma bula de remédio, com uma descrição científica. Tenho certeza que a grande maioria dos padrões da sociedade serve apenas para brincar com a autoestima de quem questiona a realidade hipotética para assumir a sua vida e conseguir ser feliz assim, Livre!
Não importa se você é solteira, casada, viúva, amante, ou qualquer outro título que recebeu algum dia, o que vale nesta vida é ter o espírito livre, respeitando viver e sentir aquilo que a faz feliz, mesmo que seja por um único minuto no seu dia. Isso é Solteirar!

Solteirar.com
Namore. Ame. Brigue. Faça as pazes. Brigue de novo.
Seja breve e prática na fala. Ainda que detalhista nos pensamentos.
Sorria sempre. Mas permita-se ficar mal-humorada às vezes.
Seja sensível. Chore.
Corte os cabelos bem curtos. Faça uma grande tatuagem e ponha piercing.
Vá em frente. Dê o primeiro passo. Acerte e erre.
Arrisque-se, sem pedir permissão ao mundo. Depois, perdoe e peça perdão.
Seja você para você. Não para os outros.
Descubra-se. Faça terapia, medite. Faça compras. Faça o que quiser.
Não se case. Ou, se case. Não tenha filhos. Ou, tenha.
Fique bêbada. Tome muitos porres com as amigas e amigos.
Viaje. Leia. Escreva.
Desapareça do mundo por um tempo.
Seja a mulher da sua vida.
Olhe-se no espelho todos os dias e sinta orgulho de você.
Ame-se. Ainda que esteja sem maquiagem, que não esteja em forma.
Seja inconsequente.
E faça tudo isso agora.
Porque a vida é curta. Muito curta.
Fomos educadas para os sonhos. Estes nos faziam mais propícias à dura realidade: o anseio que morava em nós desde a meninice fazia-nos fortalezas para décadas de monotonias angustiantes, absurdos ou até mesmo sofrimentos físicos e/ou morais. E a maternidade nos empurrava a qualquer custo para a frente. Casamentos felizes ou não eram nosso destino.
A docilidade, embutida em nossa personalidade, fez-nos ganhar os séculos, pensando ser isto a verdadeira feminilidade.
Sacrifício era grandeza de caráter. E uns e outros ainda insistem em continuar com esta crueldade. A mulher por causa da cria submetia-se e acostumou-se a ser um indivíduo que obedece, serve, aceita, trabalha muito… Nossa prole, como as da leoa, necessitava de proteção e aceitávamos um alfa nem sempre à altura das nossas expectativas.
Veio, porém, a civilização. Chegou a necessidade do trabalho feminino (lembremo-nos da Segunda Guerra) e a muito custo estamos conquistando um lugar ao sol e repensando valores e nossas atitudes. Algumas culturas, infelizmente, ainda beiram à Idade Média, para desgraça de milhões de seres, mas, brutalmente, mais para as mulheres.
O que é ser de fato mulher? Estamos simplesmente atreladas à maternidade, já que ela é insuperável como realização pessoal ou podemos e queremos mais como seres humanos?
Será que o útero e o que temos entre as pernas nos retiram direitos e só nos impõem deveres? Temos que ser sérias (o que é de fato isto?), dedicadas, altruístas, donas de casa por excelência, funcionárias não aptas à liderança, companheiras obedientes entre tantas outras “virtudes”…
Queremos, é mesmo, ser o que somos, indivíduos diferenciados e que buscam sem amarras seu próprio caminho. Já conseguimos bastante, falta outro tanto para que não tenhamos que nos justificar a pais e mães, irmãos, maridos, chefes, vizinhos e outros, e, principalmente, a nós mesmas. Termos coragem de ser o que quisermos. E pronto.
Ilustração: agradecimentos a Wallpapers Art Painting (background-kid.com)