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Toda vez que eu e minha amiga Adriana saímos juntas, nos perguntamos: Qual será a história de hoje?

No dia em que eu a conheci, estávamos em uma festa muito chata, onde o garçom se engraçou comigo e me trazia espumante de 5 em 5 minutos. Resultado, fiquei super bêbada e quando o cara me pediu o telefone, levei-o para o banheiro feminino, dei uns beijos nele encostado na parede, o cara super nervoso pois estava trabalhando, saímos de lá rindo muito e na volta ainda vomitei no carro da moça que eu acabara de conhecer. Portanto, o futuro dessa amizade era bem incerto.

Porém, ela me achou muito louca e decidiu dar uma chance para uma amizade que poderia ser divertida. Ainda bem, pois nossa amizade é marcada por ótimos momentos, nunca mais fiquei tão bêbada quanto no primeiro dia e nossa diversão é interagir com as pessoas e debater os efeitos que as interações causam.

Certo dia, estávamos em um bar observando um cara que falava com o amigo de uma forma muito incisiva. O cara era bem bonito, mas nem notava que estava rodeado de mulheres que o desejavam. Começamos a debater sobre o fulano, e chegamos à conclusão que ele estava em um momento de briga com a mulher ou recém separado. Então, levantei da minha mesa e fui perguntar a ele se nossa percepção estava correta. Bingo!!! A interação foi uma ótima experiência para nós. Dei uns beijos no cara, que falava um monte de coisas machistas e preconceituosas sobre as pessoas que estávamos observando. Além disso, ele começou a traçar um perfil meu e fui deixando que ele formasse tal opinião. De repente, me levantei e fomos embora. Em nosso debate posterior, a Adriana me perguntou qual a razão de eu não ter explicado para o cara que eu não era nada do que ele pensava. Respondi que só queria dar uns beijos e que não estava ali para ensinar um cara desses a viver.

Na semana passada, fomos a uma balada com mais uma amiga e queríamos sentar em um espaço que cabiam quatro, mas só tinha um garoto sentado. Logo, abraçamos o moço, e seus amigos ficaram eufóricos. Sem saber os respectivos nomes, as três começaram a brincar com o cara e ele ficou famoso entre os amigos por pegar três de uma vez. Foram muitas gargalhadas e muita interação com o grupo.

E assim, segue nossa amizade, daquelas que a gente precisa de uma bebida para contar tantas aventuras. Porém, o que quero compartilhar com vocês é que as melhores amizades podem começar de forma inusitada, basta você se permitir uma segunda impressão, assim como a Adriana fez. Outra mensagem é que as pessoas não cruzam nosso caminho por acaso, mesmo uma breve interação com alguém, que você não verá nunca mais, pode te ensinar algo ou ser no mínimo uma história divertida para contar. Portanto, não perca a oportunidade de interagir com o máximo de pessoas possível.

Lembre-se que amizade boa é aquela que coleciona histórias para contar com você. Permita-se!

Existem umas pequenas promessas cotidianas que se encaixam entre uma frase de Vamos marcar!, Qualquer dia combinamos…, Outra hora faremos… e um  Até breve., que ficam perdidas na ausência de data e silenciadas por conflitos de agendas.

Outro dia, fui surpreendida pela notícia de que uma amiga, devido a um tumor no fígado, se encontrava em estado grave no hospital. O susto me fez readequar todo o dia de trabalho e cancelar alguns compromissos para ir visitá-la.

No caminho, me veio à mente não ter realizado nenhuma das dezenas de promessas que fizemos de sair para jogar conversa fora e beber cerveja barata. Não aconteceu nenhuma. Nenhuma! Da nossa última despedida no Skype, de repente, lá estávamos, encarando a refeição hospitalar, quase sem assunto e sobrevivendo a nossa própria presença.

Eu não queria estar ali. Ela também não.

O que eu estava fazendo que nem ao menos a vi adoecer? O que me ocupava tanto que não pude conhecer os seus filhos? Por que não consegui dirigir alguns quilômetros para lhe dar um abraço de aniversário? Quantas relações mais eu alimentava sob o regime dessa filosofia da procrastinação? Meu namoro, minha família, outros amigos? Provavelmente. Senti o arrependimento arder como um tapa na cara.

Não espere que o leito de um hospital lhe cuspa a face, desça para o playground antes que sobre apenas um balanço vazio. Dizem que o amanhã a Deus pertence e talvez o hoje Ele tenha deixado conosco.

Portanto, sabe aquela promessa? Cumpra hoje!

Geralmente, não ter um relacionamento é algo que nem percebo em meu cotidiano. A vida é tão corrida, entre a profissional e mãe que me perco em minha rotina. Quando tenho um tempo livre, quando meu filho está com o pai, curto minhas amigas, vou ao teatro, uma paquera aqui outra ali, mas nunca pensei em trazer alguém para o contexto da minha vida.

Porém, quando todos começam a falar no dia dos namorados, quando sou consultada por amigos e amigas sobre o que fazer ou comprar para agradar seus parceiros, percebo que tenho um potencial desperdiçado.

Sempre fui eu quem pediu o término de meus relacionamentos. Até hoje, os meus ex que tiveram mais relevância comentam que fui a mulher que transformou suas vidas. Tenho um ótimo relacionamento com os ex e suas respectivas namoradas ou esposas.

Fico observando que eles não serviram para mim, mas encontraram seus pares e vivem ótimos romances, não nos moldes que eu acredito, mas ótimos para eles.

Quando estou em um relacionamento sou dedicada, sou “Amélia”, sou parceira, mas sou muito crítica, exijo vitalidade, evolução, diversão, parceria, e acho que são tantas expectativas que acabo frustrando meus pares, que nunca conseguem ser bons o suficiente e me entediam por não ver neles alguém que eu admire e me inspire.

Enfim, chegou o mês de Junho. É nesse período que me pergunto: “Onde está meu namorado?” Aquele que vai atender todos os requisitos ou que vai me fazer abrir mão de tantas exigências.

 

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Uma leitora nos pediu um texto sobre a mulher de 30 anos. Eu prontamente me candidatei a escrevê-lo. Adorei a virada dos 30 anos.

No ano em que fiz 30 anos, refleti muito sobre alguns aspectos fundamentais da minha vida:

– Se a expectativa de vida de um brasileiro é de 75 anos, eu já tinha vivido 40% da minha vida. Eu estava feliz com o que consegui até então? O que ainda faltava? O que era preciso mudar para aproveitar bem os próximos 60%?

– Minha ginecologista explicou que nosso corpo está preparado para produzir hormônios até os 30 anos, e que não era à toa que se comentava que a mulher possui um relógio biológico que alerta para ter filhos. Após os trinta, as taxas hormonais começam a diminuir, mas vale lembrar que uma mulher saudável não terá uma queda brusca, apenas iniciará o processo de diminuição. Logo, era com o meu marido que eu queria ter filhos? Ou eu estaria perdendo tempo em um relacionamento sem futuro para os meus planos de maternidade?

– Uma médica ortomolecular, que eu tinha procurado por estar acima do peso, me avisou que o envelhecimento começa a se instalar nas células aos 30 anos. Como estava  minha qualidade de vida? Eu era feliz no trabalho? Tinha tempo para mim? Eu estava me cuidando?

– Ouvi falar na minha roda de amigos que a mulher precisa estudar muito mais que o homem para ocupar o mesmo cargo. Constatei ao olhar ao meu redor que se tratava de uma realidade. Eu já tinha estudado tudo o que precisava? Estava na hora de investir em outra formação?

Não pensem que eu não era feliz. Eu era feliz por ter chegado bem aos 30 anos. Eu tinha um casamento, uma carreira, já tinha cursado um MBA. Portanto, já era considerada uma mulher de sucesso. Mas eu queria parar por ali ou queria mais? O que eu estava fazendo para garantir a continuidade da minha felicidade nos próximos anos.

Essas reflexões me levaram a mudar minha vida de uma forma tão incrível que hoje, já passei dos 40, considero que o alicerce de minha felicidade foi firmado aos 30 anos, quando fiz meu momento da virada:

– Dei um novo rumo para minha carreira, pois a função que eu exercia, embora com muito conforto e sucesso, não me movia mais. Percebi que estava acomodada e mudei de área dentro da mesma empresa onde eu trabalhava.

– Pedi a separação, rompendo o casamento com o cara que era um ótimo companheiro de aventuras e que deveria ter sido somente o meu melhor amigo, mas que como marido e mulher estávamos fadados a uma vida onde eu sempre seria a mãe dele.

– Comecei a sair e descobri que aos 30 anos eu era jovem e, apesar do meu sobrepeso, ainda era capaz de atrair muitos olhares.

– Me dediquei a mais uma especialização que faria diferença na minha carreira nos próximos anos.

Enfim, para algumas mulheres a marca dos 30 anos é só mais uma data, pra outras pode ser  um novo início. O que importa é comemorar e avaliar se o caminho que te fez sobreviver até  aqui é o mesmo que a fará uma mulher feliz nos próximos 30. Se a conclusão for “sim, estou no caminho certo”, lute para continuar nele, caso contrário, derrube já as barreiras que possam impedi-la de ter o sonhado futuro feliz.

Afinal, cada idade tem suas características, mas em todas o melhor da vida é ser feliz. Descubra o que é ser feliz para você.

 

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Ela olha no relógio e pula da cama
O Sol ainda não despertou, mas o dever a chama

A criança chora e ela precisa se arrumar
Queria voltar para cama, mas precisa se animar

Ela desce a escada e acalanta o filho
Está cansada, mas não perde o brilho

Arruma a criança para deixá-la na escola
A atenção que dá ao cão é quase uma esmola

Se alimenta quase que no automático
O dia será cheio, mas precisa ser fantástico

Ela se lembra ao chegar no escritório
Que na hora do almoço vai passar no empório

Sua mente se perde entre reuniões
São tantos temas que formam legiões

Passa o dia e quando vê é tarde
Essa rotina não é de covarde

Chega em casa e tem rotina
O bebê se alegra quando ela buzina

O melhor momento é o jantar
Ela sorri por estar de volta ao lar

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Olho para a mesa ao lado da cama e vejo uma pilha de livros não lidos. Entre os perfumes, ainda faltam essências que pensei em comprar, mas esqueci com a correria do dia a dia. Na sala, a escassez de tempo deixou meia dúzia de lindas prateleiras, por um ano, decorando o ambiente do interior da caixa. A cozinha limpa guarda, além das panelas intactas, a lembrança de comemorações caseiras que prometi a vários amigos, mas não fiz.

Trabalhei mais do que eu precisava, namorei menos do que eu gostaria e prometi mais do que imaginava. Em uma relação de total transparência comigo mesma, enxergo que esse recorte do meu universo reflete quanta coisa deixei passar nesse ínterim – sem perceber. Foram mais do que capas empoeiradas ou frascos de perfumes inacabados, são histórias que não senti, são remendos que não me atentei em consertar.

– Bobagem, é só mais um ano.

E foi essa frase que me fez entender como surge a dor do arrependimento: um acúmulo sequencial desses 365 dias, que às vezes são 364, mas nunca 370 ou 380, considerando banais as sutilezas do nosso costumeiro passar das horas. Esse fracionamento temporal é chave que nos permite obter os resultados parciais do que simboliza o ponto de partida e o ponto de chegada de fases da vida.

Quantas meias-desculpas ou meias-refeições ficaram pelo caminho? Quantas meias visitas ou inteiras-promessas? Doeu-me, hoje, perceber que muitas das coisas consideradas tolas e, que deixo rotineiramente de lado, compõem boa parte das minhas idealizações.

E como é que a lucidez da simplicidade nos escapa todos os dias do ano?

As bem feituras se apequenam nesta hora, pois a consciência de nossas lacunas, nos aproximam mais do crescimento do que as futilidades cumpridas. Haverá mais dias pela frente, talvez não seja necessário esperar por 300 para notar e corrigir algo que não vai bem, afinal, o próximo 1 dia e os próximos 500 significam a mesma coisa: o amanhã.

Assim, todo dia é Ano-Novo e espero que possamos reservar para ele um único plano: fazer valer a pena, a simplicidade plena.

 

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