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Estado civil: Mãe Solteira

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Eu que já fui solteira, casada e hoje divorciada, acredito que não há diferença entre uma solteira e uma divorciada, pois ambas estão solteirando sem compromisso. Na minha opinião,  o estado civil “divorciada” é desnecessário. Após a separação, a mulher deveria voltar a ser solteira e pronto.

Porém, existe uma diferença significativa na rotina e liberdade das mulheres com filhos, sejam elas casadas, divorciadas ou solteiras. O ideal seria uma substituição dos três estados civis por quatro classificações:  casada, mãe casada, solteira e mãe solteira.

Embora eu conheça bem a diferença entre a rotina de mulher casada sem filhos e uma mãe casada, neste texto, vou explorar o meu estado atual: mãe solteira.

Começo ressaltando que frases de solteirice como: “Fazer o que quiser quando der vontade”, “Viver com a mínima rotina no cotidiano” ou “Sair com as amigas sempre que quiser” não fazem parte da realidade de uma mãe solteira.

Isso não significa que não seja delicioso ser mãe. Não dá para ver aquele gatinho na hora que te dá vontade, nem encontrar as amigas na balada todos os finais de semana, muito menos viver sem rotina. Porém, é possível viver de forma plena o papel de mãe, sem esquecer-se de ser mulher.

Divertir-se com os filhos é uma delícia. Eu sou mãe de menina e, quando estou com ela, vivo no mundo das princesas. Temos vários compromissos e uma vida bastante agitada e divertida. Isso faz com que as obrigações se tornem mais leves. Por outro lado, quando não estamos juntas, exerço plenamente minha solteirice.

O segredo para conciliar esses papéis é viver cada um deles intensamente. Quando estou no papel de mãe, chego a ignorar ligações que eu adoraria receber quando estou sozinha. Assim como quando estou solteirando não fico me culpando por estar me divertindo sem a presença dela, pois confio que ela está feliz onde estiver.

A fórmula é baseada em amor, respeito e sinceridade. Minha filha sabe que sempre pode contar comigo, assim como tem certeza do quanto eu a amo. Se vou sair e deixá-la com alguém, nunca minto que vou trabalhar ou algo assim, o que me permite não me sentir culpada.

E assim segue minha rotina de mãe solteira, “encontrando as amigas sempre que possível” e elas entendem isso perfeitamente. “Fazendo o que tenho vontade”, pois tenho vontade de brincar com minha filha quando estou com ela e de me divertir sozinha quando ela está ausente. E “vivendo com rotina”, mas de forma divertida.

Sendo assim, apesar de ter passado por alguns estados civis, tenho certeza que o estado civil mãe solteira é o que mais me faz feliz.

Convidada: Rita Rodrigues

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11 COMMENTS

  1. Estou pensando em ser mãe solteira depois de lê esse artigo só vi q não é tão absurdo assim afinal existem tantas.

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